Reunião entre secretário e vereadores não apresenta soluções para a crise do Valério
Com palavras de expectativa como: “Seu ganhasse na loteria eu compraria a dívida do Valério”, (secretário de Governo Oldeni José dos Santos); “O Nanaldo para mim é um cara corajoso; tem que respeita isso”, (vereador Solimar José); ou ainda: “ A população está cobrando uma providência da gente”, (vereador Tãozinho Leite), a reunião, que ocorreu […]
Com palavras de expectativa como: “Seu ganhasse na loteria eu compraria a dívida do Valério”, (secretário de Governo Oldeni José dos Santos); “O Nanaldo para mim é um cara corajoso; tem que respeita isso”, (vereador Solimar José); ou ainda: “ A população está cobrando uma providência da gente”, (vereador Tãozinho Leite), a reunião, que ocorreu ontem, 3 de fevereiro, na sala de Oldeni, parecia que ia surtir alguma solução para a crise do Valeriodoce Esporte Clube. No entanto, ficou só na expectativa.
Solimar abriu a reunião expondo a questão do Valério, que já é bem conhecida, ressaltando que a população itabirana tem pedido providências sobre o assunto. O vereador ressaltou que há a possibilidade de a comunidade reunir-se e realizar um abaixo-assinado com 30 mil assinaturas, com intenção de mobilizar a população e os políticos. “Se cada um doar R$1,00 vai ter R$30 mil. Já ajuda bastante na situação do Valério”, brincou Oldeni.
O secretário afirmou que a Prefeitura de Itabira (PMI) já ajudou o Valério em outras épocas e pretende ajudá-lo, mas a Justiça barra a ajuda do município até que o clube consiga todas as certidões negativas de débitos.
Os vereadores sugeriram a possibilidade de um possível perdão da dívida pela PMI. No entanto, Oldeni afirmou que a Lei Complementar nº 101, (de 4 de maio de 2000), intitulada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, mediante ações em que se previnam riscos e corrijam desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. Ou seja, a Prefeitura só pode abrir mão de uma arrecadação se conseguir outra semelhante.
Solimar afirmou também que a folha de pagamento do VEC é de R$ 60 mil. Segundo ele, ainda seriam necessárias três disputas do clube para o pagamento. Outra possível tentativa de salvar a agremiação seria a parceria entre a instituição desportiva e grandes empresas da cidade.
De acordo com o vereador, empresários estão “correndo do Valério”. Ele disse que uma empresa de transportes intermunicipais cedeu um ônibus para um dado time de fora para que esse jogasse em outra cidade.
A ideia dos vereadores seria a de que o chefe do Executivo municipal, através de sua influência, pedisse a empresas para receberem uma comissão (que seria criada com o propósito de pedir apoio às instituições empresariais), e com isso ajudassem o VEC de alguma forma. No entanto, Oldeni afirmou que há um certo “limite” para que João Izael realize tal ação.
“Todo mundo quer ajudar quando está bom. Quando está ruim, ninguém quer”, afirmou a vereadora Marta Mousinho. Solimar ainda apresentou a carta que o clube enviou aos vereadores, além de algumas certidões negativas de mês, ou seja, a certidão diz respeito ao pagamento da parcela da dívida de apenas um mês, não de todo o montante.
“Quando você paga a parcela de uma dívida que foi parcelada, você fica em dia com a Receita Federal até o vencimento da próxima parcela. Caso você atrase o pagamento, estará em dívida novamente. Este é o caso do VEC; ele está em dia com uma parte, não com a dívida toda”, afirmou Oldeni.