Roberto Justus planeja construir 5 mil casas populares no Mato Grosso do Sul
O investimento deve movimentar a economia do município com a criação de 400 empregos diretos
Empresário e CEO da SteelCorp, Roberto Justus apresentou nesta segunda-feira (23), na Câmara Municipal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (MS), um audacioso projeto visando construir 5 mil casas populares utilizando tecnologia industrializada.
O investimento deve movimentar a economia do município com a criação de 400 empregos diretos e previsão de início das obras no segundo semestre de 2026.
O projeto foi discutido com vereadores e secretários municipais cobrando modernização da legislação para que o projeto seja viabilizado.
A proposta utiliza o sistema Light Steel Frame (estrutura de aço galvanizado), método que permite construção rápida e sustentável, amplamente utilizado na Europa e Estados Unidos.
Embora os materiais iniciais sejam provenientes de São Paulo, a SteelCorp tem como estratégia a valorização da região, com a execução feita por moradores da capital sul-mato-grossense e, para isso, a empresa vai treinar a mão de obra local, sem equipes de fora.
Caso o projeto se concretize, há planos de se instalar uma unidade da SteelCorp diretamente no município de Campo Grande. O projeto conta com o apoio de uma incorporadora da região para a construção das primeiras 3,5 mil unidades em uma área única.
“Nosso foco é resolver o déficit habitacional com tecnologia. Estamos sendo muito bem recebidos e vemos um potencial estratégico em Mato Grosso do Sul, especialmente pela Rota Bioceânica”, diz Justus.
Justus e equipe foram recepcionados pelo presidente do legislativo, vereador Papy e pelo segundo vice-presidente, Dr. Lívio, além do secretário da Semades, Ademar Silva Júnior, que discutiu incentivos como o programa Habita+CG e atualizações no Prodes para atrair o investimento bilionário.
Como reconhecimento ao potencial de desenvolvimento econômico trazido pelo projeto, Justus recebe o título de Visitante Ilustre da cidade.
A SteelCorp busca faturar até R$ 1 bilhão em 2026 e aposta em casas modulares que são mais ágeis na montagem industrial, destacando o compromisso ambiental, utilizando práticas como o reuso de água de chuva e painéis solares em suas plantas.
O grupo tem fábricas em São Paulo, Goiás e na Flórida (EUA), além de uma escola técnica própria para formação de especialistas no setor.




