Rombo fiscal do governo Lula supera R$ 1 trilhão pelo terceiro ano consecutivo

A trajetória da dívida pública é acompanhada de perto e com apreensão pelos investidores e analistas

Rombo fiscal do governo Lula supera R$ 1 trilhão pelo terceiro ano consecutivo
Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Divulgação do Banco Central na sexta-feira (30) aponta que o setor público consolidado encerrou o ano de 2025 com uma dívida pública acima de R$ 1 trilhão e um déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, o que equivale a 8,13% do PIB do país.

É o terceiro ano seguido com o rombo fiscal fechando na casa dos trilhões, sendo R$ 1,065 trilhão em 2024 e R$ 1,074 trilhão em 2023, com a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingindo a 78,7% do PIB do Brasil, em uma soma de R$ 10 trilhões.

Os valores nominais mostram um resultado mais amplo do que o resultado primário, levando-se em conta os juros da dívida pública e representando um indicador de deterioração das contas públicas do país.

Além desses três últimos anos em que a dívida pública superou a casa de R$ 1 trilhão , outro momento foi em 2015 e durante a pandemia do Covid-19, em 2020, quando o valor superou R$1,4 trilhão, o maior valor registrado desde então.

No entanto, apesar das dívidas crescentes, a arrecadação federal alcançou em 2025 um novo recorde, somando R$ 3,98 trilhões, valor que engloba os tributos, taxas, contribuições, multas e juros pagos pelos contribuintes às esferas federal, estadual e municipal ao longo do ano.

Em comparação, o salto foi de 10,56% sobre os R$ 3,6 trilhões contabilizados em 2024, refletindo uma agenda fiscal mais agressiva no recente cenário legislativo.

Segundo o Banco Central, este aumento se deve, principalmente, aos impactos da incorporação de juros nominais, do reconhecimento de dívidas, do crescimento do PIB nominal e efeito da valorização cambial, que reflete, principalmente, o peso dos juros elevados sobre o estoque da dívida e a resistência de resultados fiscais negativos, apesar de o crescimento do PIB nominal ter ajudado a conter parte da pressão.

A trajetória da dívida pública é acompanhada de perto e com apreensão pelos investidores e analistas, porque influencia diretamente o custo de financiamento do governo, as expectativas para juros e inflação e a percepção de risco fiscal do país.

O Tesouro Nacional divulgou na quinta-feira (29), o déficit primário de 2025, encerrado em R$ 61,69 bilhões, referentes ao Governo Federal, Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

*Fonte: CNBC