Ronaldo cita dívida de R$ 44 milhões do estado e indica atrasos em salários e em pagamentos a fornecedores
O prefeito de Itabira, Ronaldo Lage Magalhães (PTB), usou as redes sociais na tarde desta quinta-feira, 22 de novembro, para lamentar o crescimento da dívida do estado com o município. Segundo o chefe do Executivo, o déficit, originado em repasses obrigatórios não feitos, ultrapassa R$ 44 milhões. O petebista ainda indicou que, devido à situação, […]

O prefeito de Itabira, Ronaldo Lage Magalhães (PTB), usou as redes sociais na tarde desta quinta-feira, 22 de novembro, para lamentar o crescimento da dívida do estado com o município. Segundo o chefe do Executivo, o déficit, originado em repasses obrigatórios não feitos, ultrapassa R$ 44 milhões. O petebista ainda indicou que, devido à situação, haverá atrasos nos salários dos servidores e em pagamentos para prestadores de serviços e terceirizados.
A dívida é proveniente de recursos não repassados do estado para o município: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), verbas da Saúde, Piso Mineiro de Assistência Social e pagamentos do transporte escolar. De acordo com Ronaldo Magalhães, o valor chega a R$ 44.281.258,74.
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“Lamentavelmente, o irremediável se constatou. Diante do caos, infelizmente não mais conseguiremos manter em dia nossos compromissos básicos, mudando uma realidade duramente conquistada em nossa gestão”, escreveu o prefeito em seu perfil no Facebook.
O governo municipal já aborda a possibilidade de atrasos desde o início deste mês. A semana passada era tida como decisiva para que o estado depositasse, pelo menos, parte da verba do Fundeb e do ICMS, o que não ocorreu. Pelo contrário, a dívida subiu quase R$ 4 milhões.
“Diante da ingerência praticada pelo governo do Estado, e, mesmo optando em priorizar o pagamento em dia dos servidores e manter os serviços básicos, não mais conseguiremos cumprir com tais prioridades”, afirmou Ronaldo Magalhães, para, em seguida, indicar as consequências do cenário conturbado: “Será inevitável o atraso não só dos salários dos servidores, como também adimplir em dia com nossos prestadores de serviços e fornecedores – prática essa jamais admitida em minha gestão.”
O prefeito, no entanto, não deu detalhes se o pagamento será escalonado e nem como será quitado o 13º salário dos servidores. Ele também não especificou quais serviços serão afetados.