Rondas Ostensivas com Cães Adestrados: trabalho reconhecido pela comunidade
Rocca Itabira se destaca por sua estrutura e organização
Em janeiro deste ano, a Polícia Militar de Itabira participou das buscas a uma criança desaparecida por 13 horas em Bom Jesus do Amparo. Uma equipe com cães foi convocada para a difícil missão durante a madrugada, encontrando a criança sozinha em uma mata da cidade.
Trabalhos delicados como esse fazem parte da rotina da Rondas Ostensivas com Cães Adestrados (Rocca), pertencente ao 26º Batalhão da Polícia Militar, em Itabira. As atividades abrangem, além da busca e salvamento de pessoas desaparecidas, a repressão qualificada a crimes violentos e controle de distúrbio civil.
Comandada pelo tenente Martins, a equipe é formada por nove policiais, com um cão para cada, além de quatro filhotes que estão sendo treinados para o trabalho. “O cão tem uma capacidade muito grande em resgate de pessoas em locais de difícil acesso, no faro a drogas e explosivos. É insubstituível na questão do policiamento, tendo em vista que o homem não consegue fazer o mesmo que eles”, afirmou o tenente.
A Rocca foi inaugurada em 2006, e desde então vem executando trabalhos para a segurança de Itabira e região. “O cão atua como agente inibidor, a pessoa fica com medo de fazer algo. Além disso, o cachorro oferece ao policial uma capacidade de resistência maior”, enfatizou o comandante.
Desde a criação, o setor tem seu trabalho reconhecido pela comunidade, inclusive com premiações como o Diploma de Honra ao Mérito, conferido pela Câmara Municipal de Bom Jesus do Amparo este ano; e a Moção de Aplausos, em 2010, das câmaras municipais de Barão de Cocais e Itabira. Também em Itabira, em 2013, a equipe recebeu outra homenagem da Amai, Associação Municipal e Assistencial Itabirana.
Os cães
São cinco pastores alemães cinzas e um capa preta, além de um pastor belga malinois (lê-se malinoá) e dois labradores retriever. Os pastores trabalham no policiamento ostensivo e perseguição a fugitivos, por terem porte maior e temperamento forte. Já os labradores, por serem mais dóceis e terem bom faro, são utilizados para farejar explosivos e drogas. Eles também conseguem distinguir diferentes tipos de drogas, como maconha, crack e cocaína.
Cuidados
Por serem parceiros dos policiais, o cuidado com a saúde e o bem-estar dos animais é especial, começando pelo tratamento diário, que consiste em uma alimentação balanceada, com ração da melhor qualidade.
“De segunda a segunda um militar faz a limpeza geral dos canis e também cuida da escovação e da higienização dos cães”, detalhou o sargento Robson, técnico em veterinária, que enfatizou a existência de um ambulatório próprio para os animais.
E para eliminar a energia e ansiedade acumuladas, antes das missões, o cão é solto por 30 minutos para que possa se recrear, fazendo com que o animal fique mais focado no trabalho. Por fim, para prevenir a leishmaniose foram plantadas diversas citronelas perto dos canis, com objetivo de repelir mosquitos transmissores.
Treinamento
Os cães são treinados diariamente em um campo gramado. A Companhia possui o bite suit, macacão específico para que os cães treinem ataques e capturas, sob o comando de seus policiais. Há também um trabalho de cinotecnia, que consiste no estudo da anatomia, comportamento, psicologia, fisiologia, entre outros aspectos dos cães.
Estrutura
A 89ª Companhia de Polícia Militar Tático Móvel, da qual a Rocca faz parte, após vistoria do Estado, foi considerada a melhor estrutura do interior de Minas Gerais, entre 40 canis. Tanto a estrutura física quanto a saúde dos animais foram destacadas.
A companhia possui duas novas viaturas L200, com climatizador, oferecendo conforto aos cães principalmente em dias quentes.
Atuação
A Rocca é considerada um grupamento de elite dentro da companhia, estando à disposição 24 horas por dia. Além da área de atuação do 26º BPM, a Rocca atua também em Guanhães, onde não há equipe canina, e apoia Ipatinga, João Monlevade, a Polícia Civil e o sistema prisional.