Salário mínimo sobe 6,79% e será de R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026
O valor diário correspondente será de R$ 54,04, e o horário, de R$ 7,37
O governo federal oficializou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União, o novo valor do salário mínimo para 2026. A partir de 1º de janeiro, o piso nacional passará de R$ 1.518 para R$ 1.621, representando um reajuste de 6,79%. O novo valor será pago aos trabalhadores a partir do mês de fevereiro.
O valor diário correspondente será de R$ 54,04, e o horário, de R$ 7,37. O reajuste impacta não apenas os trabalhadores formais que recebem um ou mais salários mínimos, mas também serve de base para o cálculo de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadorias e pensões, além de programas sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O montante de R$ 1.621 resulta da retomada da política de valorização real do salário mínimo, interrompida nos governos anteriores. A fórmula atual, aprovada pelo Congresso em 2023, combina a correção pela inflação do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com um ganho real vinculado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Para 2026, a inflação considerada foi de 4,18%, referente ao INPC acumulado em 12 meses até novembro. O crescimento do PIB em 2024, que seria o componente de ganho real, foi de 3,4%. No entanto, a aplicação integral dessa fórmula levaria o salário mínimo a aproximadamente R$ 1.636.
O valor final foi limitado a R$ 1.621 devido a uma lei aprovada em dezembro de 2024, que estabeleceu um teto de 2,5% para o ganho real acima da inflação, em alinhamento às regras do arcabouço fiscal. Dessa forma, o reajuste de 6,79% garante um aumento real de cerca de 2,5% no poder de compra do trabalhador em relação à inflação.




