São Gonçalo exige que centrais de sirenes fiquem no próprio município
As cenas do último fim de semana ainda repercutem em São Gonçalo do Rio Abaixo. O alarme falso de rompimento de barragem soado pela Vale e o desespero da população nas ruas da cidade levaram o prefeito Antônio Carlos Noronha Bicalho (PDT) a endurecer o discurso com a mineradora. + “São Gonçalo viveu o caos” Nesta […]
As cenas do último fim de semana ainda repercutem em São Gonçalo do Rio Abaixo. O alarme falso de rompimento de barragem soado pela Vale e o desespero da população nas ruas da cidade levaram o prefeito Antônio Carlos Noronha Bicalho (PDT) a endurecer o discurso com a mineradora.
Nesta terça-feira, 26, o chefe do Executivo protocolou na Câmara de Vereadores um Projeto de Lei que obriga às mineradoras instaladas em São Gonçalo do Rio Abaixo que mantenham no próprio município as centrais de acionamento das sirenes, além de um centro de atendimento à população.
“O projeto objetiva evitar que sirenes instaladas em sistema sediado em outro município sejam acionadas equivocadamente, como na sexta-feira (22), situação que causou caos, pânico, desespero e angústia aos são-gonçalenses. O centro de atendimento visa orientar os cidadãos, sendo um canal de apoio à população em casos de urgência”, escreveu o prefeito em publicação nas redes sociais.
Ao se referir a “mineradoras”, Antônio Carlos se dirige diretamente à Vale, proprietária da gigantesca mina de Brucutu, sediada em São Gonçalo do Rio Abaixo. Atualmente, o sistema de sirenes da empresa está em Itabira, o que gerou polêmica após o rompimento de barragem em Brumadinho. As investigações apontam que os equipamentos não foram acionados a tempo de avisar as vítimas.
O Projeto de Lei com novas regras para a mineração foi entregue pelo prefeito diretamente ao presidente da Câmara, Flavinho Terra Branca (PDT), e outros vereadores da base. A intenção do Executivo é de que a proposta tramite com celeridade justamente para dar resposta ao ocorrido da semana passada.




