Sargento de Ipatinga deixa cela em Itabira

O sargento A., que teve sua prisão decretada pela justiça, por envolvimento nas duas mortes ocorridas dentro da agência Estação Veículos, no bairro Canaã, além de não ter sido indiciado pela Polícia Civil, vai deixar a cela que ocupava na sede do 26º Batalhão de Policia Militar em Itabira e se apresentar em Ipatinga ainda hoje. O Sargento […]

O sargento A., que teve sua prisão decretada pela justiça, por envolvimento nas duas mortes ocorridas dentro da agência Estação Veículos, no bairro Canaã, além de não ter sido indiciado pela Polícia Civil, vai deixar a cela que ocupava na sede do 26º Batalhão de Policia Militar em Itabira e se apresentar em Ipatinga ainda hoje. O Sargento A, estava preso em Itabira desde o último dia 13, quando teve juntamente com o soldado R. L. C., suas prisões decretadas pelo Juiz Maria Marli Braga, da 2ª  Vara Criminal da comarca de Ipatinga.

 

Os militares mataram Eduardo Geraldo de Souza, Duda, no suposto assalto que terminou com a execução do vendedor Alcides Melo. O soldado R., continua preso no batalhão de Governador Valadares. Segundo o  tenente Coronel Alfredo Ramalho, o judiciário concedeu ao sargento o direito de retornar as suas funções até o término de todo o processo de apuração. O sargento irá se apresentar nesta sexta-feira e irá desempenhar suas funções apenas no âmbito administrativo do batalhão.

 

 

Pelo menos seis pessoas até o momento, dentre elas o soldado da Polícia Militar lotado no 14º Batalhão, dois empresários do ramo de compra e venda de veículos usados e um mototaxista, foram indiciados pela Policia Civil pelas mortes ocorridas dentro da agência de veículos do bairro Caçula em Ipatinga. Eduardo Geraldo de Souza e Silva, 30, o "Duda", foi baleado por militares depois que matou com um tiro o vendedor Alcides Gomes Maciel, 25, no dia 11 de agosto deste ano.

 

O crime de acordo com a Polícia Civil foi encomendado e teve a participação direta do soldado R. L. C, que no primeiro momento foi tido como herói ao matar à tiros Eduardo, quando este, havia acabado de matar Alcides Gomes dentro do estabelecimento. A trama foi descoberta após as prisões de J. C., e do ex-militar J L., parentes do soldado. O tenente Coronel Alfredo Ramalho, comandante do 14º Batalhão, afirmou que  prefere não acreditar que havia policiais envolvidos no esquema.