‘Se tivesse agido, Vale do Aço não estaria à beira de colapso’, diz médica
Para a infectologista Carmelinda Lobato se prefeituras locais tivessem tomado medidas mais rigorosas contra a Covid-19, região não estaria à beira do colapso
A situação crítica da Covid-19 no Vale do Aço precisa de uma atitude enérgica dos prefeitos da região. O alerta foi feito pela médica infectologista Carmelinda Lobato, servidora de carreira na Prefeitura de Ipatinga.
Ela afirma que se as medidas restritivas para o enfrentamento da COVID-19 tivessem sido adotadas com rigor pelos prefeitos das cidades do Vale do Aço, desde o período das festas de fim de ano, a região não estaria à beira do colapso nos atendimentos das pessoas acometidas pela doença.
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Secretário exonerado
O secretário municipal de Saúde, de Ipatinga, Juliano Nogueira Morais, foi exonerado do cargo pelo prefeito Gustavo Nunes (PSL). A exoneração foi publicada na edição de quarta-feira (10), do Diário Oficial do Município de Ipatinga e divulgada no início da noite.
Os motivos da exoneração não foram divulgados pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Ipatinga. A notícia surpreendeu o meio político do Vale do Aço, porque Juliano Nogueira era forte aliado político do prefeito Gustavo Nunes.
Sobre a região
A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), mais conhecida como Vale do Aço, é uma região metropolitana brasileira no interior do estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do país. Foi reconhecida pela lei complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, sendo efetivada como região metropolitana em 12 de janeiro de 2006. Localizada no Vale do Rio Doce, é composta pelas cidades de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo e pelo colar metropolitano, que é constituído por outros 24 municípios.
Segundo estatísticas do IBGE, os quatro municípios principais reuniam, em 2018, um total de 493 773 habitantes. Atrativos como o Parque Estadual do Rio Doce, o Parque Ipanema e a Serra dos Cocais também se fazem presentes na RMVA, bem como o artesanato e os grupos de congado das comunidades rurais e os espaços culturais, a exemplo da Fundação Aperam-Acesita e o Centro Cultural Usiminas.




