Secretária de Saúde elenca os principais fatores para falta de medicamentos em Itabira

A escassez de insumos é um dos motivos apontados por Clarissa Lages

Secretária de Saúde elenca os principais fatores para falta de medicamentos em Itabira
Foto: Thamires Lopes/DeFato
O conteúdo continua após o anúncio


Secretária municipal de Saúde em Itabira desde abril deste ano, quando substituiu Luciana Sampaio, Clarissa Lages possui uma grande dor de cabeça: a falta de medicamentos na rede municipal. Constante entre os moradores de Itabira, a queixa foi mencionada ontem (10), durante a prestação de contas da secretária na Câmara dos Vereadores.

O tema foi trazido à pauta por Júlio Contador (PTB), que questionou a falta de participação da União no pagamento das despesas da pasta. Do total gasto (R$ 119.480.149) no primeiro e segundo quadrimestre desse ano, 37,43% foram oriundos de verbas federais (R$ 44.724.444). O Estado arcou com um valor ainda menor, R$ 7.653.576 (6,41% do total). A maior fatia pertente ao município: R$ 67.102.129 (56,16%).

Perguntada se a participação mais reduzida da União impacta na falta de medicamentos, Clarissa Lages foi taxativa ao negar. Para ela, outros dois problemas interferem mais.

“Quem dera fosse omissão da União, porque aí a gente conseguiria arcar com isso. Temos no Brasil o problema da falta de insumos. Em partes, temos um problema da União que é muito grave que é a desatualização dos valores da tabela SUS. Às vezes não conseguimos comprar alguns medicamentos porque o preço da tabela SUS é desatualizado. Então entendo que essa é a parte (mais grave) que se refere à União”, declarou.

“Hoje vivemos no mundo uma escassez de insumos mesmo, o Brasil está sofrendo muito com isso. Essa falta de medicamentos não é exclusivamente nossa”.

Lei recente

Dado o problema da escassez de remédios em Itabira, foi aprovada, em julho deste ano, a Lei Municipal número 5.381. Oriunda de um projeto de lei feito pelo vereador Luciano Sobrinho (MDB), a norma obriga as farmácias públicas da cidade a publicarem a listagem de medicamentos disponíveis para usuários do serviço, além do tempo previsto para ofertar os itens faltosos.

A ideia é que as informações sobre os medicamentos sejam publicadas no canal oficial da Prefeitura de Itabira em até 48h após ser comunicado a falta dos produtos. Segundo Luciano Sobrinho, a lei assegura humanização no atendimento, sobretudo aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que frequentemente se deparam com a ausência do medicamento procurado nas farmácias.