Secretaria Municipal de Saúde realiza prestação de contas do segundo quadrimestre de 2020

Balanço foi divulgado nesta quarta, por meio de uma live

Secretaria Municipal de Saúde realiza prestação de contas do segundo quadrimestre de 2020
Foto: DeFato
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A Secretaria Municipal de Saúde de Itabira realizou, nesta quarta-feira (30), a prestação de contas relativa ao segundo quadrimestre (maio, junho, julho, agosto) de 2020. A previsão era de que o balanço fosse divulgado em setembro, mas o juiz Dalmo Luiz Silva Bueno determinou que fosse ele fosse adiado, por conta das eleições municipais correntes à época. Por isso, além do segundo quadrimestre, também foram abrangidos os meses de setembro, outubro e novembro.

Os números foram divulgados em uma live no canal oficial da Prefeitura no YouTube conduzida pela secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares, pelo superintendente de planejamento e finanças, Gerson Rodrigues, e pela coordenadora de gestão em saúde, Lauana Matosinho.

Alguns dos dados apresentados chamam a atenção. Um deles se refere às despesas com a pasta da saúde em Itabira. Inicialmente, estavam previstos que seriam gastos R$ 146.306.120. Porém, a chegada da pandemia e a mobilização para o seu enfrentamento fizeram com que a despesa subisse para R$ 174.013.304, R$ 27.707.184 a mais do que o esperado. Os maiores gastos são com as “despesas correntes”, avaliados em R$117.389.257, e no pessoal e encargos sociais, cujo valor é R$ 48.853.808.

prestação de contas
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Por outro lado, a crise do coronavírus também impactou na receita prevista para 2020. Era esperado que a Prefeitura recebesse da União, Estado e outras fontes de renda R$ 62.344.945, valor que subiu para R$ 84.131.996. No total, somente para o combate à Covid-19, o município arrecadou R$ 34.741.891.35. O maior “doador” foi o Fundo Nacional de Saúde (FNS), que disponibilizou R$ 23.864.633.44 à pasta.

Os programas mais beneficiados pela Secretaria de Saúde municipal foram o “Hospitalar” e “Pré-hospitalar”. Entre a instalação de novos leitos, compra de equipamentos e outros gastos, as despesas giraram em torno de R$ 101 milhões de reais, R$ 81 milhões a mais do que a segunda rede mais favorecida, a de “atenção básica”.

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Por fim, outro número que demonstra o impacto da pandemia nos cofres do município é a destinação dos impostos arrecadados. A Prefeitura é obrigada, por lei, a destinar 15% do valor arrecadado de IPTU, ISS e outros impostos à gestão de saúde. Em 2020, no entanto, dos R$ 278.186.031 arrecadados, R$ 99,879.165, ou seja, 35,90% do valor total, foram investidos na secretaria comandada por Rosana Linhares.

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