Secretarias estaduais de saúde dizem que Pazuello enviou dados errados ao STF
Erros são relativos ao número de seringas e agulhas disponíveis em cada unidade federativa
Em um ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Saúde afirma que sete estados brasileiros não possuem seringas e agulhas para a campanha de vacinação contra o novo coronavírus. No entanto, secretarias estaduais de Saúde dizem que os dados repassados foram errados. A pasta comandada por Eduardo Pazuello disse que Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina não têm estoque suficiente dos insumos.
O enviado ao STF havia sido exigido pelo ministro Ricardo Lewandowski, que havia determinado que o Ministério da Saúde detalhasse os quantitativos de seringas e agulhas nos estados. Os governos estaduais afirmam ter número suficiente de seringas e agulhas para o início da vacinação e pedem uma retificação do Ministério da Saúde.
A secretaria de Saúde da Bahia, por exemplo, afirma que não tem 232 mil seringas como consta no ofício do Ministério da Saúde, mas 10,2 milhões. Além disso, diz ter adquirido outras 19,8 milhões de seringas e agulhas. 4 milhões deverão ser entregues nos próximos 15 dias, 4 milhões em fevereiro e o restante distribuído pelos meses de abril, maio e junho.
Em Pernambuco, a pasta afirma que dispõe de 3,9 milhões de unidades em estoque. Também serão recebidas mais 2,8 milhões de seringas até o fim de janeiro e outras 7,5 milhões já foram adquiridas e devem chegar ao estado até o fim do mês de fevereiro, o que totalizaria 14,2 milhões de unidades. No ofício, o Ministério da Saúde disse que o estado teria apenas 1,2 milhão de seringas e agulhas.
A secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul diz ter 2,5 milhões de seringas e agulhas em estoque, ao contrário dos 162.800 contabilizados pelo Ministério da Saúde.
Já governo de Santa Catarina diz ter 9,5 milhões de seringas e 3 milhões de agulhas. No ofício enviado ao STF, o Ministério da Saúde disse que o estado possuía apenas 590 mil.
Em nota, o Espírito Santo afirma que “o Ministério da Saúde repassou informações infundadas ao STF”. O governo estadual diz contar com 1,7 milhões de seringas no seu estoque e que adquiriu mais 6 milhões que serão entregues de maneira fracionada até o final de janeiro.
“Além dos 6 milhões, a secretaria de Saúde ainda tem outro processo de aquisição tramitando para a compra de mais 10,5 milhões de seringas através de Ata de Registro de Preços”, finaliza.




