Secretário de Educação apoia matérias extracurriculares na Rede Municipal
Para secretário, escola é vista de maneira errada
A reunião de comissões da Câmara de Vereadores, realizada na tarde dessa quarta-feira, 14 de setembro, contou com a presença do Secretário Municipal de Educação José Gonçalves. Ele foi convidado para sanar dúvidas de três projetos que envolvem a implantação de temas transversais nas grades curriculares da Rede Municipal de Ensino. Duas matérias são do vereador Paulo Chaves (PSDB) e uma do vereador Tião da Antena (PP) e versam sobre combate a drogas, educação no trânsito e educação ambiental.
Segundo o secretário, a discussão destes temas já são realizadas nas escolas e contempladas pelas leis federais desde a Constituição de 1988, pelas leis de Diretrizes de Base da Educação e pelas resoluções da secretária de Estado. “A secretaria Municipal de Educação vem cumprindo essa determinação. Esse trabalho de conscientização é feito. Tanto que a Prefeitura, paralelo ao trabalho que o professor faz em sala de aula, instituiu programas de educação como o Vale Juventude, tempo integral em 12 escolas, o que corresponde a 35% dos nossos alunos da rede municipal e desenvolvem oficinas, capacitações, além do que o Ministério da Educação (MEC) determina”, argumentou.
Para ele, as deliberações da Câmara são importantes e reforça o que já é feito no município. “Vejo isso como positivo. Teremos mais um setor, que é a câmara, cobrando para que esse trabalho seja intensificado. O Legislativo é parceiro nesse trabalho”, comentou.
Os três projetos foram aprovados para irem a votação. No entanto, o projeto do vereador Paulo Chaves, deverá ser alterado, já que pede a inclusão do tema “combate a drogas”, como disciplina da grade curricular. O projeto deve solicitar a inclusão como tema transversal, já que as grades curriculares das escolas são decidas pelo MEC.
Papel da Escola
Para o secretário municipal de educação, atualmente a escola tem sido vista com funções equivocadas. “Estão colocando a escola como salvadora do mundo. Estão delegando às escolas funções e papéis que muitas vezes não são propriamente delas. A geração de hoje está crescendo sem limites. A escola não é a família do aluno, não tem poder de polícia, não tem poder de justiça. Cada setor tem que agir. Eu vejo as escolas como algo de prevenção”, afirmou.