Nos dias 21, 22 e 23 de maio, o Largo do Batistinha foi palco da segunda edição do Itabira Jazz. A Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) trouxe à cidade atrações que são referências contemporâneas no gênero.
A abertura ficou por conta da cantora inglesa com ascendência nigeriana, Folakemi. Dona de um timbre ímpar, que remete facilmente a divas do jazz como Nina Simone, a cantora surpreendeu o público. Acompanhada por mais quatro músicos, conduziu um repertório que mescla o jazz com neo-soul e reggae, mostrando uma incrível versatilidade de estilos.
No segundo dia, foi a vez dos mineiros do Bloco Magnólia animarem a noite e espantarem o frio. A banda, que nasceu no carnaval belo-horizontino, trouxe a Itabira muita música instrumental por meio do jazz. Formada por diversos instrumentistas talentosos, regidos pelo trombonista Leonardo Brasilino, a banda garantiu a alegria do público presente.
E Maurício Ribeiro Trio encerrou a programação dessa edição em grande estilo, transportando o público de volta aos anos 80. A banda mostrou que ainda há descobertas na estética jazzística daquela década, sem soar velho ou ultrapassado, mas sim atemporal.
Mas o grande destaque do Itabira Jazz de 2015 foram as inspiradas discotecagens do DJ Juninho Ibituruna. Mesclando jazz, dance music, soul, performances de percussão e bateria, e recebendo convidados, o DJ Ibituruna transformou o Largo do Batistinha em uma grande pista de dança ao longo de todos os dias de evento.