Seleção francesa é tudo aquilo que idealizamos da brasileira
Jogadores técnicos, habilidosos e com ótimo poder de improviso em um time competitivo e campeão: esse poderia ser o Brasil, mas estou falando da França
Jogadores extremamente técnicos, habilidosos e com ótimo poder de improviso, inseridos em um time competitivo e campeão. Essa poderia ser a descrição do que costumava ser a seleção brasileira, mas estou falando da França. Campeã do mundo em 2018 e finalista em 2022, a equipe comandada por Didier Deschamps prova, diariamente, ser tudo aquilo que idealizamos da nossa seleção.
Enquanto por aqui quebramos a cabeça para saber como podemos voltar a ser competitivos sem perder a nossa essência, Les Bleus nos ensinam que é perfeitamente possível mesclar técnica, tática e competitividade. Uma das aulas recentes, inclusive, foi contra o próprio Brasil.
Olise, Mbappe, Ekitike e Dembelé deitaram e rolaram na defesa brasileira no amistoso da última quinta-feira (26). O time de Carlo Ancelotti, por outro lado, sofria para articular as jogadas e criava suas melhores chances somente com a recuperação da bola no ataque.
Nem a justa expulsão de Upamecano, no segundo tempo, alterou este cenário. Com um a menos, a França fez o segundo gol envolvendo o adversário desde o seu campo. Três dias depois, com uma escalação diferente, voltou a bater um rival sul-americano, a Colômbia.
Duas vitórias que atestam a qualidade do elenco à disposição de Deschamps e escancaram a distância para nossa realidade. Que a seleção brasileira não encare este revés com raiva e frustração, mas sim como um exemplo de que é, sim, possível voltar a dominar o mundo sem abandonar a sua essência.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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