Sem adesão de servidores, assembleia de sindicato aprova paralisação para o dia 10 em João Monlevade

A assembleia geral convocada pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade, Alvinópolis, Dom Silvério e Nova Era (Sintramon), que ocorreu na terça-feira (2), no Sindmon Metal, não teve adesão do funcionalismo. Apenas 11 pessoas compareceram, sendo que dessas nove são da diretoria da entidade. Ainda assim, foi aprovada por unanimidade a […]

Sem adesão de servidores, assembleia de sindicato aprova paralisação para o dia 10 em João Monlevade
votou pela paralisação no dia 10

A assembleia geral convocada pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade, Alvinópolis, Dom Silvério e Nova Era (Sintramon), que ocorreu na terça-feira (2), no Sindmon Metal, não teve adesão do funcionalismo. Apenas 11 pessoas compareceram, sendo que dessas nove são da diretoria da entidade. Ainda assim, foi aprovada por unanimidade a proposta de parada do serviço público municipal na próxima quarta-feira, 10.

Durante a abertura da assembleia, a presidente do sindicato, Isaura Tereza Bicalho, destacou a insatisfação do Sintramon com a proposta de reajuste zero feita pela prefeita Simone Carvalho Moreira (PSDB). A entidade reivindica 7% de aumento. “Estamos cumprindo o papel de sindicato. Queremos ao menos a recomposição salarial. Eles atropelam as discussões, as negociações, mas enviam uma proposta de implantar a Guarda Municipal em Monlevade, onerando os cofres públicos”, questionou.

Outra que fez uso da palavra no local foi a professora Dulcineia Martins. “Adiantaram a parcela do 13º salário sem qualquer reajuste. Isso já comprova que não querem dar o aumento. Esse adiantamento é só para sustentar o comércio. Precisamos ir para a rua, mobilizar os servidores e a população de forma periódica. Somos a voz não só dos servidores públicos, mas de boa parte da população”, afirmou a professora.

Proposta

Durante as discussões, foram elaboradas algumas ações contra o reajuste zero. Uma delas é a parada dos serviços públicos municipais na quarta-feira (10). Outra ação será uma manifestação na Câmara Municipal com cartazes de protesto, além de atos nas ruas e avenidas da cidade.

A presidente do Sintramon, Isaura Bicalho, atribuiu a ausência dos servidores na assembleia ao medo de perseguição política. Já o ex-presidente da entidade Carlos Silva defende uma mobilização maior com o funcionalismo. “É preciso que nós, enquanto Sindicato, façamos um planejamento. Este esvaziamento é sistemático. Precisamos trazer servidores para a nossa luta”, disse.