Sem adesão, protesto contra reajuste da passagem de ônibus não acontece em Itabira

Mulheres de diversos bairros queriam chamar a atenção do poder público para o aumento abusivo da passagem de ônibus

Sem adesão, protesto contra reajuste da passagem de ônibus não acontece em Itabira
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No Facebook e no aplicativo de mensagens WhatsApp, uma manifestação foi agendada para esta segunda-feira, 28 de novembro, contra o aumento da tarifa cobrada nos ônibus da Transportes Cisne. A passagem subiu de R$ 3,10 para R$ 3,65 no último dia 21 de novembro. O reajuste gerou insatisfação de usuários e nas redes sociais muitas reclamações foram publicadas.

O protesto tinha concentração agendada à Praça Acrísio, no Centro, a partir das 17h. No entanto, até as 18h só havia sete pessoas que aguardavam outros possíveis participantes. Outras poucas pessas passaram pelo local, mas ao ver o número reduzido desistiram do ato. Os organizadores esperavam reunir centenas, o que não ocorreu.

Mulheres de diversos bairros deixaram suas casas na esperança de chamar a atenção do poder público. O aumento de R$ 0,55 na tarifa prejudicou o dia a dia de pessoas como Idanatielle Daine, 24 anos, moradora do bairro Pedreira. Ela conta que está desempregada e, com a passagem mais cara, ficou difícil até mesmo sair pra procurar emprego.

“Eu preciso pedir dinheiro aos meus pais para poder pagar a passagem e bater de porta em porta procurando emprego. É um aumento muito abusivo. Itabira tem muita gente desempregada. O reajuste veio em péssima hora e foi de imediato. Nós não tivemos como nos programar, não temos sequer o dinheiro”, lamentou a confeiteira.

Cissa Santos, 42, mora no Juca Rosa. Ela também afirma estar desempregada. “Nesse momento de crise, é um aumento que veio para comprometer ainda mais o orçamento das famílias. E não há qualidade no transporte coletivo de Itabira. As pessoas vão em pé, há lotação em todas as linhas, há linhas que você espera mais de uma hora para passar. Nada justifica esse aumento”, disse.

O reajuste foi liberado pelo Conselho Municipal de Transportes e Trânsito após discussão e análise das planilhas de custos enviadas pela Transportes Cisne e Superintendência de Transportes e Trânsito (Transita). A Cisne reivindicava aumento sob a alegação de perda de receita. O valor de R$ 3,65 foi chancelado pelo governo municipal.