Sem data para começar, CPI da Prius aguardará contratação de consultoria externa
Vereador afirmou que pedirá celeridade à presidência da Casa na contratação da consultoria jurídica

A CPI da Prius ainda não tem cronograma de trabalho, tampouco data para começarem as diligências, audiências e oitivas, com as convocações de depoimentos dos envolvidos no contrato milionário firmado entre a Prefeitura de Itabira e a empresa de gestão e tecnologia da capital mineira. Na segunda quinzena deste mês, vereadores terão recesso parlamentar e o trabalho de investigação somente deve ter início no mês de agosto.
Na reunião ordinária dessa terça-feira, 5 de julho, foi lido pela mesa diretora da Câmara de Vereadores a solicitação para que uma empresa de consultoria seja contratada para auxiliar os serviços técnicos da CPI. A contratação do serviço é permitida pelo regimento interno do Legislativo itabirano, com o objetivo de examinar documentos e dar orientações legais às etapas do processo.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito é o pevista Zé Mauro. O vereador disse que pedirá celeridade ao presidente da casa – o colega de partido Rodrigo Diguerê – para a contratação da assessoria jurídica. Segundo ele, após a admissão dos especialistas, um calendário de tramitação das atividades da CPI será definido e acompanhado pela população. “Vamos executar o trabalho de maneira transparente, com a maior clareza possível para a população itabirana”, discursou.
No ano de corrida eleitoral, a comissão terá inicialmente 90 dias para concluir se houve irregularidades no contrato com a Prius e prejuízo aos cofres públicos. Zé Mauro afirmou um compromisso de se dedicar ao mando dos trabalhos para que a CPI não termine o ano de 2016 sem a conclusão do inquérito.
Além do pevista, a CPI é integrada pelo relator Sueliton Cordeiro de Sousa (SD) e o vogal Bernardo Mucida (PSB). Membro da base governista, maioria na Câmara, Zé Mauro enfatizou que as investigações ocorrerão com isonomia e imparcialidade. “Não estou aqui como vereador do PV, de oposição ou situação. Sou um vereador por Itabira”.
Alvo
Na mira das investigações está o contrato de R$ 9 milhões firmado pelo governo municipal com a empresa Prius Planejamento, Gestão e Tecnologia da Informação em 2014. Há, conforme vereadores, suspeitas de licitação direcionada, favorecimento ilícito e execução contratual não comprovada.
Uma gravação foi apresentada recentemente ao Legislativo por Bernardo Mucida, com supostas afirmações do proprietário da Prius, Ricardo Fontani Alves, financiador da campanha de Damon em 2012. O empresário teria dito que os serviços entregues à administração pública não correspondem aos repasses que recebeu.
O contrato com a Prius teve custo total de R$ 9.278.370,00, por doze meses. Segundo o Portal da Transparência, desse valor total, a empresa licitada recebeu R$ 4.833.388,61. A empresa teria prestado serviços de geoprocessamento.