Sem ter em quem se blindar, gestão do Cruzeiro perdeu o direito ao erro
Tite deixa o comando do Cruzeiro com apenas oito vitórias em 17 jogos e um título mineiro
Enfim, aconteceu. Após mais um tropeço no Campeonato Brasileiro, pelo qual ainda não venceu, o Cruzeiro finalmente demitiu Tite. Uma trajetória que começou pressionada, apresentou alguns lapsos de bom futebol, mas que já não tinha nenhuma perspectiva.
Tite deixa o comando do Cruzeiro com apenas oito vitórias em 17 jogos e um título mineiro. Uma taça importante no contexto de reconstrução do clube, mas que pouco diz sobre o trabalho.
Isolada na defesa do ex-técnico da seleção brasileira desde o seu anúncio, em janeiro, a diretoria cruzeirense agora já não tem em quem se blindar. Enquanto os gritos de “Adeus, Tite” ecoavam das arquibancadas do Mineirão a cada novo tropeço, Pedro Lourenço e seus colegas de gestão eram, equivocadamente, poupados das críticas.
Mas uma nova escolha ruim para o comando técnico pode abalar essa moral. Se ainda deseja ganhar algo importante em 2026, o Cruzeiro precisa ser certeiro na escolha do substituto do treinador gaúcho.
Mas essa não é a única providência a ser tomada. Embora tenha ganhado reforços, o elenco ainda possui lacunas importantes. Nomes como Lucas Romero, Matheus Pereira e Kaio Jorge não possuem substitutos. De nada adianta contratar Artur Jorge, Filipe Luís ou outros nomes de peso se o grupo de jogadores não for suficiente.
Outro ponto importante é o fator físico. Se em 2025 houve uma nítida evolução neste aspecto — algo refletido no baixo número de lesões —, neste ano o cenário é muito diferente.
É claro que o atípico calendário atual deve ser levado em conta, mas as constantes baixas no DM e o fraco desempenho físico durante os jogos deixam claro o planejamento ruim. E essa condução passa, fundamentalmente, por um grupo de jogadores mais encorpado.
Apenas alguns dos diversos pontos de atenção para que o Cruzeiro não termine o ano contentando-se apenas com a alegria fugaz do Campeonato Mineiro.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.




