Servidores de Itabira farão paralisação na terça-feira

Em assembleia ontem, 19 de maio, na Câmara Municipal, os servidores de Itabira decidiram uma paralisação na próxima terça-feira, 24, a partir das 12h, contra as últimas medidas tomadas pela Prefeitura sobre o Acordo Coletivo.   Mesmo a categoria tendo rejeitado a contraprosta do Governo de um reajuste salarial de 7%, no último dia 17 […]

Servidores de Itabira farão paralisação na terça-feira
Em assembleia ontem, 19 de maio, na Câmara Municipal, os servidores de Itabira decidiram uma paralisação na próxima terça-feira, 24, a partir das 12h, contra as últimas medidas tomadas pela Prefeitura sobre o Acordo Coletivo.
 
Mesmo a categoria tendo rejeitado a contraprosta do Governo de um reajuste salarial de 7%, no último dia 17 de maio, o prefeito de Itabira, João Izael Querino Coelho (PR), enviou à Câmara de Vereadores o projeto que concede aumento aos servidores públicos municipais. Outro ponto da proposta é que nenhum trabalhador municipal poderá receber menos que R$550. Ainda hoje, 18 de maio, os servidores tentarão se reunir com os vereadores para tirar o projeto de pauta para que não seja votado já na próxima terça-feira.

Durante a assembleia, que como as outras não obteve um número muito expressivo de servidores, o vice-presidente do Sindicato Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira  (Sintsepmi), Geovane Magno Lopes, ressaltou que já que a proposta de aumento de 7% foi rejeitada pela categoria não faria sentido voltar atrás e aprovar o valor. Alguns servidores fizeram uso do microfone e também expressaram o seu descontentamento em relação à situação dizendo que a Prefeitura não tem valorizado a categoria como deveria.

Retrospectiva

Os servidores rejeitaram propostas da Prefeitura em duas assembleias da categoria. Na primeira, o Executivo havia oferecido 5,79%. Depois, chegou aos 7% que estão no projeto enviado à Câmara Legislativa. 

Os servidores continuam reivindicando os valores aprovados em pauta desde o início das negociações: 7,36% de inflação de fevereiro de 2010 a março de 2011 mais 5,2% referente a perdas salariais acumuladas dos últimos 10 anos, totalizando 12,56%. No entanto, antes do Governo encerrar as negociações, eles estavam dispostos a renegociar o reajuste da seguinte forma: os 7,36% imediatos e o restante escalonado de duas vezes, sendo uma parcela paga em julho e outra em outubro.