Servidores de Itabira protestam na Câmara por reajuste salarial
Sindicalistas protestaram na Câmara de Vereadores nessa terça-feira

Um requerimento aprovado pela Câmara de Vereadores de Itabira convoca uma reunião entre o governo municipal, o Legislativo, servidores públicos e autarquias. O objetivo é que a administração pública reabra as negociações da campanha salarial de seu quadro de pessoal, que permanece sem consenso.
Nessa terça-feira, 21 de junho, o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) realizou um protesto na Câmara de Vereadores durante a reunião ordinária. Faixas foram erguidas por sindicalistas que apelaram por intervenção dos legisladores às reivindicações salariais.
O presidente em exercício do Sintsepmi, Auro Roberto Gonzaga, citou que a categoria pede 21,28% de reajuste salarial, contemplando recomposição de perdas ao longo dos últimos 10 anos e o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2015.
A entidade também cobra elevação do vencimento mínimo de R$ 871 para R$ 1.005,43, além de reajuste do vale-alimentação dos atuais R$ 192,11 para R$ 376,91 e revisão do plano de cargos e salários.
Segundo Auro Gonzaga, a última contraproposta do governo contemplou manutenção dos vencimentos sem reajuste e aumento do vale-alimentação em 11,28%. “O acordo coletivo ainda não foi fechado e o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) não tem mais falado sobre o assunto”, disse. A data-base da campanha salarial 2016 dos servidores venceu em 1º de fevereiro.
O sindicato também solicitou à Câmara que seja esclarecido à reunião a dívida que o município tem com o Instituto de Previdência de Itabira (ItabiraPrev) e se o passivo poderá prejudicar os agentes públicos. “Servidores estão apreensivos”, resumiu Auro.