Servidores entram em greve por três dias em João Monlevade
Servidores protestam durante reunião da Câmara em João Monlevade
Os servidores públicos de João Monlevade iniciaram nesta quarta-feira, 26 de abril, uma paralisação de três dias em protesto contra os rumos das negociações de acordo coletivo deste ano. A categoria não aceita os 5,38% de aumento oferecido pela Prefeitura e decidiu cruzar os braços durante o resto desta semana. Uma determinação da Justiça do Trabalho, no entanto, emitida no fim da tarde dessa terça-feira, 25, exige o mínimo de 60% de trabalhadores durante a greve.
A paralisação foi deliberada na quinta-feira da semana passada, 20 de abril. Os servidores pedem 9% de aumento salarial e um reajuste de R$ 70 no vale-alimentação. A Prefeitura oferece 5,38% de acréscimo nos vencimentos mensais e descartou qualquer modificação no vale. O Projeto de Lei sobre o acordo coletivo já está na Câmara e deverá ser votado nesta quarta-feira, com presença maciça dos trabalhadores municipais.
A determinação da Justiça do Trabalho foi expedida após manifestação da Prefeitura de João Monlevade. O despacho é do desembargador Ricardo Antônio Mohallem. A exigência é para que o sindicato da categoria mantenha o mínimo de 60% dos trabalhadores em atividade durante a greve de três dias, especialmente em serviços essenciais, como os setores de saúde, sanitário, epidemiológico, Departamento de Água e Esgoto (DAE) e área de processamento de dados ligados à Secretaria Municipal de Administração.
O desembargador ainda autorizou o município a convocar nominalmente ao trabalho os servidores que prestam serviços nas áreas determinadas através da decisão judicial. O descumprimento da decisão acarretará em multa diária de R$ 5 mil ao sindicato da categoria.