Servidores lotam plenário da Câmara e mostram apoio à extinção do Funcapi
Servidores compareceram em peso à reunião do Legislativo
Os servidores públicos foram liberados de suas atividades na parte da tarde justamente para poderem ir até a Câmara e acompanhar a leitura do projeto. A matéria é extensa e demorou pouco mais de uma hora para ser lida pelo primeiro-secretário Geraldo Torrinha (PDT). Em vários momentos, os trabalhadores se dispersaram e era praticamente impossível entender o que era lido pelo vereador.
Depois que a leitura acabou, os vereadores comentaram sobre o projeto. O primeiro a falar foi o presidente da Câmara, Tãozinho Leite (PP), que afirmou que a proposta valoriza o servidor público. Assim que acabou seu comentário, o legislador recebeu uma salva de palmas, o que já demonstrou o apoio dos funcionários municipais à matéria enviada à Casa pelo prefeito João Izael Querino Coelho (PR).
Élson Sá (PMDB) falou logo após. Ele disse que foi questionado por vários servidores sobre o seu posicionamento e respondeu que será favorável à aprovação. O peemedebista abordou o lado econômico da devolução do dinheiro do Funcapi e ressaltou que serão colocados R$23 milhões em circulação no mercado de Itabira. O vereador apenas frisou que está preocupado com a administração do novo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) – ItabiraPrev. “Não pode ser administrado de maneira política, tem que ser de maneira técnica e responsável”, afirmou.
Cada frase de Élson Sá era acompanhada por palmas dos servidores. Diante do cenário positivo, como não poderia deixar de ser, todos os vereadores, com exceção de João Grande (PR), falaram favoravelmente ao projeto. Geraldo Torrinha disse que sentia muita emoção e entusiasmo. Ele acrescentou que o ItabiraPrev já nasce com uma garantia de R$24 milhões (parte do recurso do Funcapi além do montante que será devolvido aos servidores), o que demonstra solidez. A exemplo de Élson Sá, também pediu que a administração do RPPS fique a cargo de servidores de carreira, o que afastaria o uso político do novo fundo.
Tião da Antena (PP) disse que a manifestação favorável dos servidores já o deixa confortável a votar favorável ao projeto. Martha Mousinho (PTN) lembrou que o novo RPPS foi elaborado sob assessoria de uma empresa de São Paulo e que tem muita tranquilidade em dizer sim à matéria. Ilton Magalhães (PR) afirmou que os servidores podem contar com o voto dele. Solimar Silva (PSDB) ressaltou que acabar com o Funcapi era uma promessa do prefeito e que o cumprimento é digno de parabéns. Ele também mostrou preocupação com a administração do ItabiraPrev.
Não muito habituado a falar durante as reuniões, Carlinhos do Sacolão (PP), também declarou apoio ao projeto. Líder do prefeito na Casa, José Celso de Assis (PR), se disse alegre por ver os servidores satisfeitos. O republicano comentou que os funcionários públicos não receberam o aumento que esperavam, mas que a devolução do Funcapi que eles tanto queriam alivia a situação.
Paulo Chaves (PSDB) também falou favorável ao projeto, porém em tom mais crítico. O tucano disse que a matéria precisa ser analisada com muita cautela e que a devolução do dinheiro nada mais é do que um direito do servidor público de Itabira.
Nesta quarta-feira, 10 de agosto, o secretário municipal de Fazenda, Marcos Alvarenga vai até a Câmara para falar sobre o projeto na reunião de comissões. O clima promete ficar quente, já que também vão participar representantes do Sindicato dos Servidores Públicos, como o presidente José da Penha. Os representantes da classe mostram-se indispostos com o novo projeto. Eles afirmam que o processo do Funcapi não foi extinto e que é preciso rever os juros para a devolução do dinheiro do fundo. O encontro será as 14h.