Servidores municipais declaram estado de greve

Representantes do Sintsepmi lideram movimento

Servidores municipais declaram estado de greve

Por maioria em assembleia, os servidores públicos municipais de Itabira decidiram, nesta quinta-feira, 21 de março, rejeitar novamente uma proposta da Prefeitura para o acordo coletivo. Os trabalhadores estão, agora, em estado de greve. Uma nova assembleia está marcada para a próxima terça-feira, 26 de março, às 9 horas, quando poderão decidir pela paralisação caso não apareça uma nova oferta que os deixem satisfeitos.

Os servidores municipais se aglomeraram em frente ao Paço Municipal por volta das 15 horas desta quinta-feira. Vários trabalhadores usavam narizes de palhaço e ostentavam cartazes de protesto. Em assembleia, eles decidiram pela rejeição da proposta de reajuste oferecida pelo Executivo. Depois, saíram em passeata pelas ruas e avenidas centrais de Itabira com apitos e gritos de ordem.

“Cadê o meu salário? Tá no bolso do secretário”, gritavam os servidores municipais. As críticas eram puxadas por representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), que estavam em cima de um caminhão de som à frente da passeata.

Propostas

Essa é a terceira vez que o Sintsepmi recusa propostas da Prefeitura. Dessa última vez, o Executivo ofereceu 23,82% de reajuste pedidos pelo sindicato, mas diluídos em três anos. De imediato, seriam concedidos 10%, sendo 6,72% de reajuste e 3,8% de reposição de perdas acumuladas. Os outros 13,82% estariam nas discussões das próximas três data-bases.

A Prefeitura também oferece reajuste do cartão-alimentação de 17,62%, totalizando R$ 141,81 (os trabalhadores pedem R$ 290,88) e mínimo do servidor estabelecido em R$ 750 (a pedida é de R$ 800). O Executivo argumenta que outro benefício oferecido é a dedução por dependente, que hoje é de R$ 96,51 e passaria para R$113,51. O benefício também abrangeria um número maior de servidores. O teto atual para ter o cartão alimentação é para quem ganha até R$701,49. Pela nova proposta, subiria para R$ 825,00.