Servidores protestam e governo marca reunião com o sindicato para esta sexta-feira
Um faixa foi colocada no terceiro andar da Prefeitura chamando a atenção para a campanha “travada” da categoria
Servidores municipais e representantes do sindicato da categoria fizeram um “apitaço” na Prefeitura de Itabira na tarde desta quinta-feira, 11 de maio. Manifestantes percorreram repartições da administração municipal na tentativa de mobilizar apoio ao ato. O grupo reivindicou ao governo a reabertura das negociações da campanha salarial.
O secretário Municipal de Governo, Ilton Magalhães, disse aos participantes do protesto que uma proposta à campanha salarial é discutida no alto escalão do Executivo. Propôs se reunir com a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) às 16h desta sexta-feira (12), no gabinete, quando a equipe do prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) deverá apresentar nova oferta à categoria.
Pela manhã, uma paralisação foi deflagrada na garagem da Empresa de Desenvolvimento de Itabira Ltda (Itaurb). Trabalhadores da autarquia cruzaram os braços e suspenderam serviços como a coleta de lixo. Segundo o sindicato, todo o efetivo foi paralisado.
A greve é articulada também no Centro de Triagem da Itaurb, no bairro Bela Vista. O Sintsepmi estimula uma “operação tartaruga” em todas as seções da administração, isto é, a diminuição do ritmo de trabalho.
As ações desta quinta-feira foram definidas em assembleia do sindicato realizada na terça-feira (9). O jurídico do Sintsepmi entrou com mandado de segurança pedindo à Justiça que o município não corte o dia parado dos grevistas.
O vice-presidente da entidade, Auro Gonzaga, ressaltou que o intuito é fortalecer a paralisação iniciada na Itaurb e conduzi-la por tempo indeterminado. No entanto, o plano de ação da categoria poderá mudar conforme a reunião desta sexta-feira proposta por Ilton Magalhães. “Queremos não somente reabrir as negociações, mas que o governo tenha uma proposta real, com um índice real de reposição para a categoria”.
A pauta definida no início da campanha salarial dos servidores para este ano reivindica reajuste de 24,44% nos salários. O percentual considera a soma da inflação acumulada nos anos de 2015 e 2016, além de um percentual desprezado pela gestão anterior. Os servidores pedem também salário mínimo de R$ 1.161 e cartão alimentação no valor mensal de R$ 409,68, entre outras melhorias trabalhistas.
O governo municipal, por sua vez, propôs manutenção dos salários sem reajuste, oferecendo um percentual aproximado de 15% de aumento no cartão-alimentação do funcionalismo público.