Servidores públicos rejeitam em unanimidade contraproposta do Executivo
José da Penha pediu que os servidores rejeitassem a contraproposta
Os servidores públicos de Itabira lotaram o auditório da Câmara Municipal nessa segunda-feira, 11 de abril, às 18h, e rejeitaram por unanimidade todas as contrapropotas feitas pela Prefeitura em relação à pauta de reivindicações da categoria. Vários servidores se manifestaram durante a assembleia e criticaram o reajuste salarial proposto pelo município.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), José da Penha Costa, caracterizou as contraprostas como ridículas e pediu aos servidores que pensassem muito no momento da votação, pois caso as propostas fossem rejeitadas eles teriam mais uma chance de negociação.
O vice-presidente do Sindicato, Geovane Magno Lopes, falou sobre cada item discutido na reunião entre os representantes do Sintsepmi e a comissão instituída pela prefeitura, abordando cada ponto que o executivo ainda disse ser necessário analisar.
O ápice da discussão se manteve em torno dos salários. Os diretores do sindicato esclareceram que o valor de reajuste de 11% divulgado pela prefeitura não condiz com a realidade e explicou que eles ofereceram apenas 5,79% de reajuste salarial e que os outros 5% divulgados como aumento já estão previstos no plano de cargo e carreira e é direito do servidor. No entanto, José da Penha,ressaltou que só receberia estes 5% os funcionários com mais de seis anos de serviço, o que extinguiria cerca de 50% dos servidores atuais.
O reajuste salarial pedido pelos servidores equivale a 7,36% de inflação de fevereiro de 2010 a março de 2011 e a 5,2% referente a perdas salariais acumuladas dos últimos 10 anos, totalizando 12,38%. De acordo com Geovane, a prefeitura não reconhece que existe perda salarial nos últimos 10 anos e que essas perdas foram zeradas com o plano de carreira de 2007.
Como as contrapropostas foram rejeitadas as negociações com a prefeitura devem continuar. De acordo com José da Penha, caso as retomadas das negociações não sejam positivas, os direitos dos servidores poderão ser buscados na justiça.
Contrapropostas rejeitadas
O Sintsepmi propôs um salário mínimo para o servidor de R$ 659, 00, valor negado pelo executivo, que ofereceu R$ 550,00. Atualmente o mínimo recebido pelo servidor é de R$ 545,00. Reivindicou também um cartão alimentação para todos os servidores no valor da cesta básica do Estado de R$ 245,00. No entanto, segundo os diretores do Sintsepmi, a prefeitura disse manter o cartão apenas para quem já faz uso dele e ofereceu um aumento de R$ 103,00 para R$115,00.
O sindicato pediu ainda que os salários dos agentes de saúde fossem para R$ 715, 00, valor pago pela Funasa, mas a contraproposta oferecida chegou ao valor de R$ 590,00. Em relação aos pedidos de pagamento de horas extras pelos servidores do Saae, a prefeitura disse que seriam pagas por direito de acordo com a lei.
O mesmo aconteceria com a progressão, que seria cumprida e a promoção também seria paga de acordo com a lei. O auxílio-creche foi negado e em relação à inserção de plano de saúde para os servidores da Itaurb, conforme Geovane e José da Penha, não foi mostrado interesse por parte do executivo e conceder essa reivindicação.