Seu filho fala inglês?
Quem está ingressando no mercado de trabalho e não domina fluentemente o inglês conhece bem o desafio de disputar uma vaga com outros concorrentes. A segunda língua, que antes era um diferencial, passou a ser essencial e cada vez mais requisitada nos processos seletivos. O inglês, assim como a economia, a política e a informação, […]
Quem está ingressando no mercado de trabalho e não domina fluentemente o inglês conhece bem o desafio de disputar uma vaga com outros concorrentes. A segunda língua, que antes era um diferencial, passou a ser essencial e cada vez mais requisitada nos processos seletivos. O inglês, assim como a economia, a política e a informação, se globalizou. Para um domínio perfeito, aprendê-lo desde criança é o que orienta muitos profissionais de ensino.
Mesmo sem se preocupar com o mercado de trabalho – até porque isso é assunto de gente grande – a criança aprende com muito mais facilidade do que uma pessoa adulta. “Alguns símbolos fonéticos, que não são de origem neolatina, o adulto não consegue assimilar com facilidade. A criança tem predisposição para aprender”, explica Marlene Gonçalves Borges, administradora e professora do Fisk-Itabira.
Além disso, ela afirma que da infância até os 16 anos o aprendizado é mais rápido e prazeroso. Quando o aluno alcança a maturidade, ele passa a ter outras necessidades e preocupações e isso acaba dificultando a dedicação ao estudo.
Para Vanessa Ádrian Ferreira, proprietária do English Channel School, de João Monlevade, crianças assimilam línguas com mais facilidade, mas têm grande resistência ao aprendizado formal, artificial e dirigido. “As crianças, mais do que os adultos, precisam e se beneficiam de contato humano para desenvolver suas habilidades linguísticas. Elas só procuram assimilar e fazer uso da língua estrangeira em situações de autêntica necessidade, desenvolvendo sua habilidade e construindo seu próprio aprendizado a partir de situações reais de interação em ambiente da língua e da cultura estrangeira”, diz. A autenticidade do ambiente, principalmente na pessoa do facilitador, é mais importante do que qualquer planificação didática predeterminada, segundo ela.
Os pais têm a consciência de que a realidade do mundo é dinâmica. Proporcionar o ensino de uma segunda língua é uma forma de investir no filho e dar-lhe a oportunidade que, muitas vezes, não tiveram na juventude.
Oportunidades que serão geradas com os próximos eventos esportivos no Brasil também estão levando muitas crianças e jovens para as escolas de idiomas. “Atualmente, os focos são a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. As pessoas já estão começando a se matricular hoje para estarem aptas a se comunicarem com os estrangeiros que virão para o nosso país ou até mesmo visando a um emprego temporário relacionado a esses eventos”, lembra Felipe Machado Couto, do Must Idiomas, de Itabira.
Aprender inglês ou qualquer outro idioma não se restringe a apenas falar uma segunda língua. Trata-se do envolvimento cultural com outros povos e com suas riquezas e diferenças. “É uma grande oportunidade para aprendermos a valorizar a nossa própria cultura e as crianças que têm acesso a esse conhecimento se tornam cidadãs do mundo”, enfatiza CidaMagalhães, do Number One. “Os pais, hoje, estão atentos a tudo que possa trazer benefícios aos seus filhos. Todos nós temos acesso a informações e sabemos que é muito bom podermos nos comunicar em uma, duas ou mais línguas estrangeiras”, reitera.
O aprendizado paralelo à alfabetização da língua materna é um desafio estimulante. Segundo Cida, não há interferência prejudicial. “Estimulamos as crianças a usar o raciocínio associativo, conectando a realidade e vivência dos alunos com o aprendizado. As crianças aprendem inglês como aprenderam português, ou seja, sentindo, tocando, imitando, fazendo e experimentando”, compara.
Eline Bettero, do CCAA-Itabira, só vê vantagens em começar cedo: “O adolescente estará formado no curso de inglês no Ensino Médio, deixando uma preocupação a menos para enfrentar o vestibular e, consequentemente, a faculdade. E no mercado de trabalho suas chances são maiores do que aqueles que não tiveram a oportunidade. Ele ainda terá tempo para estudar outros idiomas e não aprender um que já é considerado essencial,” argumenta.
Método
Ensinar crianças é diferente de ensinar adultos. O método exige técnicas pedagógicas dinâmicas, que estejam de acordo com o mundo infantil. Na maioria das escolas, para motivar os alunos, as professoras usam jogos, dinâmicas de perguntas e respostas, músicas e exemplos dos videogames. Os games e a internet – cuja comunicação é quase sempre em inglês – quando usados em sala, despertam muito o interesse da garotada, segundo os educadores.
A estratégia é sempre promover aulas ilustradas e divertidas. Os professores buscam levar para dentro de sala somente assuntos que são de interesse de cada um dos públicos. Se falam sobre política, economia e debatem assuntos que estão na mídia com os adultos, com as crianças, os assuntos são mais descontraídos: artistas famosos, esportes, jogos de computador, desenhos, filmes infantis… Assim, consegue-se fazer com que a aula fique interessante, divertida e proveitosa, atestam.
Diante da necessidade de uma comunicação cada vez mais universal, é fácil perceber que a pessoa que fala inglês se sai muito melhor na escola, tem maior aprovação em concursos, possui vantagens profissionais e usa o conhecimento até para se divertir. Por que, então, não começar o mais cedo possível?