Sind-Ute de JM afirma que greve dos professores do estado continuará por tempo indeterminado

A diretora do Sind-Ute de João Monlevade, a professora Cristina Passos, disse que a categoria na rede de ensino estadual possui o pior salário do país, com vencimento básico de R$ 369,89

Sind-Ute de JM afirma que greve dos professores do estado continuará por tempo indeterminado
A diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, subsede de João Monlevade, a professora Cristina Ângelo Passos, afirmou que a greve da categoria no estado vai continuar em greve por tempo indeterminado.
 
A declaração foi feita na noite dessa quarta-feira, dia 22, durante sessão ordinária da Câmara Municipal. Ao utilizar a Tribuna Popular, Cristina Passos citou as reinvindicações apresentadas ao governador Antônio Anastasia e que ainda não foram aceitas por ele.As aulas na rede estadual de ensino encontram-se interrompidas desde o dia 08 de junho. “Diante da situação de total descaso do governo com a Educação, não nos resta alternativa senão adotar a greve como instrumento legítimo e de reinvindicação”, disse ela aos vereadores e público presente no Plenário.
 
De acordo com a diretora, a categoria luta para que o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) seja aceito para jornadas de 24 horas, que os trabalhadores sejam enquadrados conforme seu tempo de serviço e não na letra A como determina o atual governo, e que todo trabalhador tenha direito à progressão horizontal por quinquênios no valor de 10% e os biênios no valor de 5%. Segundo Cristina, a categoria também exige a manutenção de 22% para progressão vertical por escolaridade, exige o desatrelamento das progressões com política da avaliação do desempenho, além de exigir carreira para todos os efetivos, efetivados e designados.
 
“Temos o pior vencimento básico do país (R$ 369,89), nosso governador não cumpre a lei do Piso Nacional e precisamos de concurso público para todas as áreas da educação”, alertou a diretora do Sind-Ute.
 
Dentre os vereadores que se pronunciaram a respeito da atual situação dos professores estaduais, o presidente da Casa Legislativa, Pastor Carlinhos (PV), foi o que mais se indignou com as informações passadas pela Cristina Passos. “Meu diploma de professor é melhor ficar escondindinho, com todo o respeito (a categoria). Porque com esse salário (vencimento básico de quase 400 reais) não dá para sustentar a minha família”, lamentou ele. Já a vereadora Dulcinéia Caldeira (PT), que também atua na área da educação, afirmou que a causa da categoria é justa. “Sabemos que deve-se valorizar os professores para não perder esses profissionais”, lembrou ela.
 
Para Cristina Passos, o momento é difícil e merece o apoio de alunos, pais e sociedade em geral. “Há que endurecer o coração, perder a ternura jamais”, finalizou a diretora com a célebre frase do revolucionário Che Guevara.