Sindicato dos professores pede aos pais para não enviarem alunos às escolas

Sind-UTE/MG analisa decisão do governo Romeu Zema (Novo) como ‘ideológica’

Sindicato dos professores pede aos pais para não enviarem alunos às escolas
Foto: Secretaria de Estado de Educação/Divulgação

Após o Governo de Minas convocar o retorno das aulas presenciais no estado a partir de 12 de julho, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) pediu para que as famílias não enviem os estudantes às escolas públicas estaduais.

Na visão do sindicato, a volta às aulas no estado, mesmo para cidades presentes na onda vermelha do Minas Consciente, um programa do estado, é “ideológica” e sem “prudência”.

“A onda vermelha é uma situação de risco que ele (o Governo de Minas) mesmo criou. É impressionante que, já no mês de julho, não haja a prudência em relação ao retorno. Nós vimos aí uma posição ideológica e contradições”, afirma Paulo Henrique Santos Fonseca, diretor do Sind-UTE/MG.

“Os pais, as famílias, não devem enviar seus estudantes neste momento da pandemia às escolas estaduais. Os trabalhadores irão avaliar essa situação para verificar qual o enfrentamento necessário para a preservação das nossas vidas e da comunidade escolar. Vimos uma série de dados vazios”, completa o diretor.

O sindicato também afirma que o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, apresentou dados sobre a mortalidade da virose em pessoas acima dos 60 anos em Minas. Porém, como não se trata do público-alvo das escolas estaduais, a categoria criticou o critério do secretário.

Entenda

O Comitê Extraordinário Covid-19, grupo de trabalho que acompanha a pandemia em Minas Gerais, aprovou a volta às aulas para cidades que estiverem na onda vermelha do Minas Consciente, plano criado para a retomada gradual e segura da economia.

Segundo o governo do estado, a decisão foi tomada após uma análise criteriosa dos dados relacionados à pandemia. De acordo com informações apresentadas nesta quinta-feira (1), a incidência da Covid-19 em Minas Gerais reduziu 22% nos últimos 14 dias e 9% na última semana. Já o número de solicitações de internações diminuiu 22,64%.

A volta às aulas presenciais não será permitida apenas na onda roxa e nas macrorregiões na onda vermelha que se enquadram na classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável e, por isso, passam por análise mais minuciosa dos indicadores de incidência e espera por atendimento.

*Com informações do Estado de Minas