Sindicato dos Trabalhadores da Educação de BH aprova greve da categoria
O Sindicato alega que “a educação possui verba própria, o que significa que o governo Fuad tem condições de negociar com os trabalhadores”
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH) realizou uma assembleia na tarde desta terça-feira (6) para votar a última proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura. O Município ofereceu um reajuste de 8,04%, a ser pago em duas parcelas, sendo a primeira de 5,92% paga em outubro deste ano e a segunda de 2% paga em janeiro de 2025.
Em votação realizada nesta terça-feira, os trabalhadores da Educação consideram que proposta da Prefeitura de Belo Horizonte “não contempla a categoria”. Diante disso, o Sindicato aprovou greve com início no dia 15 de fevereiro. Uma nova assembleia da categoria será realizada nesta data para avaliar os rumos do movimento.
No fim de 2023, a Prefeitura enviou à Câmara Municipal os projetos lei contemplando o aumento salarial acumulado de 8,04% a todas as categorias que aprovaram a proposta da Campanha Salarial 2024, por meio de assembleias. No entanto, a categoria da Educação não deu retorno quanto à concordância do índice de reajuste proposto e a finalização da negociação de 2024 e ficou de fora do projeto de lei encaminhado.
O que dizem os lados
O Sind-Rede/BH alega que “a educação possui verba própria, o que significa que o governo Fuad tem condições de negociar com os trabalhadores”.
A DeFato procurou a Prefeitura de Belo Horizonte para saber do posicionamento diante da decisão do sindicato e o Município disse que “respeita o direito à livre manifestação dos servidores, mas lamenta o fato de a Educação ser a única das carreiras municipais a não aceitar a proposta de reajuste de 8,04%”.
Leia abaixo a nota na íntegra.
“A Prefeitura de Belo Horizonte respeita o direito à livre manifestação dos servidores, mas lamenta o fato de a Educação ser a única das carreiras municipais a não aceitar a proposta de reajuste de 8,04%.
O índice de reajuste representa o limite orçamentário para despesas dessa natureza e qualquer outra proposta extrapola as finanças municipais.
É importante destacar que, de 2017 até aqui, a administração municipal concedeu benefícios históricos à Educação, para além dos reajustes gerais propostos. Ganhos que impactaram positivamente na remuneração dos professores, que hoje recebem um salário inicial 25,31% acima do piso nacional para uma jornada semanal de 22 horas e 30 minutos.
O Município reconhece a importância dos profissionais da Educação e a necessidade constante de valorização. Contudo, todas as concessões devem ocorrer de maneira responsável, equilibrando as necessidades de diferentes setores para garantir a sustentabilidade financeira.”




