Sindicato e Prefeitura voltam a negociar acordo coletivo
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) e do Poder Executivo estão reunidos na tarde desta quarta-feira, 3 de abril, para uma nova rodada de negociações para o acordo coletivo de 2013. O encontro começou por volta das 15 horas, no gabinete do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV). Do lado […]
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) e do Poder Executivo estão reunidos na tarde desta quarta-feira, 3 de abril, para uma nova rodada de negociações para o acordo coletivo de 2013. O encontro começou por volta das 15 horas, no gabinete do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV). Do lado de fora, dezenas de servidores aguardam para uma assembleia.
Até então, a Prefeitura oferece os 23,82% de reajuste pedidos pelo sindicato, mas escalonados em três anos. Após assinatura do acordo coletivo, seriam concedidos 10%, sendo 6,72% de reajuste e 3,8% de reposição de perdas acumuladas. Os outros 13,82% entrariam nas discussões das próximas três datas-bases. O governo municipal também oferece reajuste do cartão-alimentação em 17,62%, totalizando R$ 141,81, e mínimo do servidor estabelecido em R$ 750.
Após a reunião de negociação, haverá nova assembleia dos servidores. Do lado de fora da Prefeitura, o número de servidores que aguarda a presença da presidente do Sintsepmi, Priscila Miranda, é bem menor do que foi registrado em outras manifestações da classe.
Na Câmara
A presidente Priscila Miranda usou a tribuna da Câmara Legislativa durante a reunião ordinária dessa terça-feira, 2 de abril, para pedir apoio aos vereadores nas negociações com a Prefeitura. Ela afirmou que o sindicato está aberto para negociar o acordo coletivo, mas é preciso haver boa vontade por parte do Governo. Segundo Priscila, o sindicato foi bem recebido pelo prefeito Damon, mas as negociações estão sendo dificultadas porque existem “pessoas despreparadas” na equipe, que estão “batendo cabeça” e “jogando o prefeito no buraco”.
Reforma administrativa
O discurso de Priscila causou repercussão entre os vereadores. Bernardo Mucida (PSB) cobrou do Governo uma reforma na Administração Municipal. Segundo o socialista, Itabira tem “um histórico de máquina pública inchada”, e que, por isso, é necessário que se promova uma “reforma administrativa, cortando gastos, diminuindo o número de secretarias e de cargos comissionados”.
“Enxugar a máquina pública de verdade. Com o dinheiro economizado, será possível investir mais no município e remunerar melhor o funcionalismo público, com reajuste salarial e bônus por desempenho”, argumentou o vereador.
Para Mucida, a Administração Pública de Itabira precisa se modernizar e implantar receitas que estão dando certo em outras esferas. O vereador citou como exemplo o Estado de Minas Gerais, que implantou o “14º salário” para aqueles que baterem as metas de desempenho. Para ele, é preciso gastar menos com o Governo para gastar mais com o cidadão.