Sindicato não encontra trabalhadores da Cisne dispostos a cumprir exigência mínima
Nenhum motorista se dispôs a trabalhar
Cem por cento dos trabalhadores aderiram à greve dos trabalhadores da Cisne. Pela lei, uma quantidade mínima de ônibus deve rodar, por se tratar de serviço essencial à população. A empresa tem 64 veículos, dos quais 21 precisam circular. No entanto, mesmo o sindicato conversando com os trabalhadores sobre essa determinação e deixando-os à vontade para irem trabalhar, nenhum funcionário se dispôs a ir.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Cáscio Cota, ressaltou que os trabalhadores estão com receio da pressão da população. “Conversamos com os trabalhadores, mas eles se recusam a trabalhar. Estão com medo do que as pessoas nas ruas podem fazer. Até de alguns ônibus serem apedrejados em determinados bairros. Eles estão demonstrando para a empresa que lutam por melhores condições de trabalho e querem ser valorizados. Isso no setor em Itabira é inédito, ter um movimento com total adesão”, disse.
Representantes do sindicato se reunirão novamente com a empresa e, de acordo com Cáscio, irão liberar a Cisne para contratar motoristas de fora. “A empresa precisa cumprir a lei, mas acredito que será difícil achar motoristas em outros lugares que queiram trabalhar. Não há profissional sobrando no mercado”, comentou. Até o momento, portanto, nenhuma linha de ônibus sairá da garagem.