Sintsepmi deve realizar assembleia na sexta-feira para deliberar nova proposta de reajuste salarial da Prefeitura de Itabira

Presidente do sindicato critica falta de diálogo nas negociações e reforça que decisão será tomada pela categoria em assembleia

Sintsepmi deve realizar assembleia na sexta-feira para deliberar nova proposta de reajuste salarial da Prefeitura de Itabira
Foto: Jardel Mendes/DeFato Online
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O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) deve realizar, na próxima sexta-feira (17), uma assembleia com a categoria para deliberar sobre a nova proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela Prefeitura. A informação foi confirmada pela presidente da entidade, Graziele Vieira Cachapuz.

“O Sintsepmi convocará a categoria para assembleia, pois entendemos que é fundamental que os próprios servidores deliberem sobre os próximos passos. Estamos finalizando a definição do local e a previsão é de que a assembleia aconteça na próxima sexta-feira”, declarou Graziele Cachapuz.

A proposta apresentada pela Prefeitura de Itabira prevê recomposição salarial de 3,9% para os servidores em geral, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e reajuste de 5,4% para os profissionais do magistério, seguindo o piso nacional da categoria. Outro ponto do pacote é a substituição do cartão-alimentação por um cartão-refeição para todos os servidores a partir de 2027.

A administração municipal também informou que encaminhará à Câmara de Vereadores projetos de lei para formalizar os reajustes — o que aconteceu na última terça-feira (14) — e concluir a regulamentação de benefícios como a Gratificação de Incentivo à Produtividade (GIP) e o Adicional de Capacitação Profissional (ACP).

+ Prefeitura de Itabira propõe 3,9% de reajuste a servidores em geral, 5,40% ao magistério e vale-refeição para todos

Ao avaliar a nova rodada de negociação, a dirigente sindical apontou falta de avanço no diálogo. “A avaliação do sindicato é de que o governo não demonstrou, até o momento, uma disposição efetiva para negociar. O processo tem sido marcado por pouca abertura ao diálogo e pela apresentação de propostas insuficientes diante das demandas dos servidores”, disse.

Segundo Graziele Cachapuz, o entendimento do sindicato é de que o governo municipal não tem conseguido transformar o discurso de valorização em medidas concretas. “O Sintsepmi entende que o governo, mais uma vez, demonstra dificuldades em cumprir aquilo que anuncia. O discurso de valorização do servidor parece ficar restrito à propaganda institucional, enquanto, na prática, o cotidiano dos trabalhadores segue marcado por dificuldades e pela ausência de uma valorização concreta. A proposta apresentada está distante das reais necessidades da categoria e é importante dizer que o percentual de 3,9% não é reajuste e sim mera reposição inflacionária”, afirmou.

Sobre o anúncio da Prefeitura de encaminhar projetos de lei à Câmara Municipal para regulamentar benefícios como GIP e ACP, o Sintsepmi vê a medida como reflexo da mobilização da categoria. “O sindicato entende essa movimentação como um indicativo de que a mobilização dos trabalhadores tem surtido efeito. Para além da atuação do sindicato, houve uma forte pressão e organização dos servidores, com destaque para os ATAS, o que reforça que os avanços só acontecem mediante mobilização”, pontuou.

Por fim, Graziele reforçou a importância da participação dos servidores no processo. “Reforçamos à categoria que direitos não são concedidos, são conquistados com luta, organização e presença nas ruas. Seguiremos firmes na defesa dos servidores públicos”, concluiu.