Sobre Lula: ‘Figurinha repetida não completa álbum’, afirma Luciano Huck

O ministro Luiz Edson Fachin, do STF, anulou as condenações dadas a Lula em processos relacionados à Operação Lava-Jato e tornou o petista elegível em 2022

Sobre Lula: ‘Figurinha repetida não completa álbum’, afirma Luciano Huck
Foto: Redes Sociais/Reprodução

Nesta segunda-feira (08), o  apresentador e possível candidato às eleições de 2022 Luciano Huck  manifestou sobre a decisão do  ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava-Jato. Em suas redes sociais, Huck  disse que “figurinha repetida não completa album”.

“No Brasil, o futuro é duvidoso e o passado é incerto. Na democracia, a Corte Suprema tem a última palavra na Justiça. É respeitar a decisão do STF e refletir com equilíbrio sobre o momento e o que vem pela frente. Mas uma coisa é fato: figurinha repetida não completa álbum”, escreveu.

 

A publicação foi referente à decisão do ministro, que faz com que Lula recupere seus direitos políticos e se torne elegível novamente. Dessa forma, Fachin determinou que os casos sejam reiniciados na Justiça Federal do Distrito Federal. Na avaliação do ministro, as ações não poderiam ter ocorrido em Curitiba, já que os fatos apontados nos processos não têm relação direta com o esquema de desvios na Petrobras. Ainda conforme a sua argumentação, diversos processos deixaram a Vara do Pará, e até mesmo o seu gabinete, pelo mesmo motivo, desde o início da Lava Jato.

“Com as recentes decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, não há como sustentar que apenas o caso do ora paciente deva ter a jurisdição prestada pela 13ª Vara Federal de Curitiba. No contexto da macrocorrupção política, tão importante quanto ser imparcial é ser apartidário”, afirmou Fachin.

De acordo com uma nota publicada pelo STF, foi a primeira vez que o relator do caso analisou especificamente um pedido da defesa sobre a competência da Justiça Federal do Paraná. A defesa entrou com o habeas corpus depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu o julgamento do primeiro caso em que Lula foi condenado, o do triplex