Submarino que levava turistas para ver destroços do Titanic desaparece no fundo do Oceano Atlântico Norte
O valor pago por cada tripulante para uma viagem de 10 dias custou US$250 mil, ou R$1,9 milhão
Turistas a bordo de um submarino que realizava visitas aos destroços do lendário Titanic podem estar perdidos e correm risco de morte. O desaparecimento ocorreu nesta segunda-feira (19), no fundo do Oceano Atlântico Norte. A OceanGate, empresa organizadora da expedição marítima, não consegue contato com a tripulação. Também não há informações sobre o número de tripulantes, embora extraoficialmente se fale em cinco pessoas a bordo, exatamente a capacidade do submarino.
O valor pago por cada tripulante para uma viagem de 10 dias custou US$250 mil, ou R$1,9 milhão. Denominada de Titan, a embarcação foi feita de fibra de carbono e titânio e, de acordo com a empresa responsável, pelo menos 18 expedições aos destroços do Titanic estavam planejadas para esse ano.
A viagem teve início de barco , na localidade de Newfoundland, em território canadense, em direção ao Oceano Atlântico, e em sequência o submarino submerge a uma profundidade de 3.800 metros até os destroços do navio. A descida, feita de forma gradual, dura entre oito e dez horas.
Em entrevista à Rede CBS, no início deste ano, Stockton Rush, presidente da OceanGate disse que os turistas que buscam essa viagem são pessoas muito ricas ou interessadas na história do Titanic, que foi a pique na noite de 14 de abril de 1912, a 640 km a leste da Ilha de Terra Nova, no Canadá, após se chocar com um iceberg.
Todos os participantes dessa aventura tiveram que assinar um termo que dizia tratar-se de um veículo experimental e que ele não foi certificado e nem aprovado por nenhum órgão regulador e que poderia resultar em danos físicos, psicológicos e até morte.
Em nota, a empresa disse:
“Estamos explorando e mobilizando todas as opções para trazer a tripulação de volta com segurança. Todo o nosso foco está nos tripulantes do submersível e suas famílias. Estamos profundamente gratos pela extensa assistência que recebemos de vários governos, agências e empresas de alto mar em nossos esforços para restabelecer o contato com o submersível. Estamos trabalhando para o retorno seguro dos tripulantes.”




