“Surpreendente, reação exagerada”: EUA lamentam cancelamento de reunião com Israel

As tensões entre americanos e israelenses aumentaram nesta segunda-feira (25) depois que o governo Biden não vetou uma resolução no Conselho de Segurança da Onu que exigia um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.

O governo norte-americano não esconde a decepção com o cancelamento da visita planejada de uma delegação israelense a Washington, depois que se abstiveram de uma votação na ONU exigindo um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. A decepção foi exposta nesta segunda-feira (25), pelo porta-voz da Casa Branca John Kirby: “Estamos muito desapontados por eles não virem a Washington para nos permitir ter uma conversa sobre alternativas viáveis para eles entrearem em Rafah”.

Kirby destacou que funcionários de alta patente do governo dos EUA ainda se encontrarão para conversas com o ministro da Defesa israelense Yoav Gallant, que se encontra na capital norte-americana, sobre questões como reféns, ajuda humanitária e proteção de civis na cidade de Rafah, no sul de Gaza.

Kirby destacou também que os EUA não mudou seu posicionamento, apesar da decisão de se abster na votação do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o porta-voz, autoridades do seu país poderiam continuar trazendo á tona as preocupações de Washington com as ações israelenses em Gaza como parte das discussões em andamento entre os dois governos.

“Nada mudou na nossa opinião de que uma grande ofensiva terrestre em Rafah seria um grande erro”.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, pontuou que a decisão de Israel  foi “surpreendente e lamentável”. Para Miller, “Uma invasão em grande escala em Rafah, o último refúgio para cerca de metade da população de Gaza, seria um erro e enfraqueceria a segurança de Israel”.

Dentro da Casa Branca, a medida foi vista como uma reação exagerada que muto provavelmente reflete as próprias preocupações internas de Benjamin Netanyahu. As tensões entre americanos e israelenses aumentaram nesta segunda-feira (25) depois que o governo Biden não vetou uma resolução no Conselho de Segurança da Onu que exigia um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.

A decisão americana de se abster na votação fez com que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, cancelasse a viagem de dois de seus principais conselheiros a Washington, disseram autoridades israelenses.