Suspeito de feminicídio morre horas após crime em rodovia de Minas Gerais
De acordo com os laudos periciais, a vítima foi atingida por vários golpes de faca espalhados por diversas partes do corpo
Um crime seguido de morte chocou os moradores do município de Medina (MG), no Vale do Jequitinhonha, nesta segunda-feira (25). Júlia Rodrigues Rosa, de 23 anos, foi assassinada a facadas dentro de sua própria residência, na rua Coronel Murta, no bairro Bela Vista. O principal suspeito do feminicídio é o seu companheiro, Vanderlan Marques, de 24 anos, que morreu horas depois ao colidir o automóvel que conduzia contra um caminhão-baú na rodovia BR-116. O casal mantinha uma união de cerca de cinco anos e deixa uma filha de dois anos.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada e, ao entrar no imóvel, deparou-se com a jovem sem vida, escorada na parede e com graves ferimentos. Os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), constataram o óbito no domicílio.
De acordo com os laudos periciais, a vítima foi atingida por vários golpes de faca espalhados por diversas partes do corpo, como peito, abdômen, pescoço e braços. As marcas encontradas nas mãos e nos membros superiores sugerem que a jovem tentou se defender durante as agressões.
Logo após o ataque, Vanderlan deixou a filha do casal na residência da mãe dele e fugiu em um Fiat Uno cinza. Testemunhas relataram às autoridades que o rapaz passou de carro em frente a um estabelecimento comercial da região afirmando que havia assassinado a esposa e que cometeria suicídio.
Pouco tempo depois, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e a polícia foram acionados para atender a uma colisão frontal no km 74 da BR-116. O automóvel guiado pelo suspeito invadiu a pista contrária e bateu contra uma carreta que transportava roupas de São Paulo para Recife. Com a força do impacto, o carro partiu ao meio e o condutor faleceu preso às ferragens. O motorista do caminhão teve apenas escoriações leves no pé.
Familiares relataram aos investigadores que os dois viviam um relacionamento instável, desgastado por desentendimentos frequentes e pelo comportamento possessivo do rapaz. O padrasto do suspeito revelou que, dias antes do crime, o enteado trabalhava como caminhoneiro.
Segundo informações, ele fez ameaças por telefone, afirmando que mataria a companheira e tiraria a própria vida caso ela comparecesse às festividades de aniversário do município de Medina. O corpo da jovem foi encaminhado para o serviço funerário de Teófilo Otoni.
* Com Estado de Minas/O Tempo.




