Taquinho “Silva”: o fotógrafo de todas as horas
Confira a entrevista do jornalista Fernando Silva com o fotógrafo Taquinho, de Itabira

Entre as décadas de 1970 e 1990, o fotógrafo José Eustáquio – o popular Taquinho “Silva”- parecia onipresente. Era visto, o dia inteiro, em todos os pontos da cidade. Sempre impecavelmente vestido. Às vezes, de paletó e gravata. Fazia com muita eficiência a cobertura de eventos esportivos, solenidades religiosas, apresentações artísticas, reuniões sociais e atividades de órgãos públicos.
Foi fotógrafo oficial da Prefeitura, Câmara de Vereadores, das Polícias e da antiga Cia Vale do Rio Doce (CVRD). A carreira profissional de Eustáquio começou muito cedo. “Trabalho como fotógrafo desde onze anos de idade”, relembra. E a sua estreia na profissão foi assustadora. Ele registrou uma cena macabra, que jamais deixou o seu imaginário. “Chamaram-me para fotografar uma mulher que havia se suicidado. Um policial me disse de forma brusca: ‘entra lá na casa, menino, e faz a fotografia’. Foi uma cena de filme de terror. Foi horrível. Eu saí daquela casa correndo. Permaneci várias noites sem dormir”, relata Taquinho, com o seu jeito bem peculiar de falar.
O fotógrafo itabirano é uma autêntica memória viva ambulante. Durante bate-papo, no Sala de Visitas da DeFato, ele revela a sua trajetória profissional, relembra momentos hilários, recorda flagrantes dramáticos e faz uma projeção para o futuro da arte de fotografar. Confira no vídeo:




