Com taxa de ocupação de leitos ainda moderada, secretária de Saúde avisa: “Não é hora de relaxar a quarentena”
Segundo a Prefeitura, Itabira hoje tem 22% de leitos de enfermaria e 36% dos leitos de UTI exclusivos para a Covid-19 ocupados nos dois hospitais

A taxa de ocupação de leitos exclusivos para o tratamento contra a Covid-19 ainda é moderada em Itabira. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta-feira (29), 22% das alas de enfermaria e 36% das Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) estão com pacientes atualmente, levando em consideração os dois hospitais: Nossa Senhora das Dores (HNSD) e Municipal Carlos Chagas (HMCC). Apesar disso, a responsável pela pasta, Rosana Linhares, pede que a população itabirana e de cidades vizinhas não relaxem no isolamento social.
De acordo com a SMS, o município conta atualmente com 51 leitos de enfermaria (17 do HNSD e 34 do HMCC) e 14 de UTI (dois no HNSD e outros 12 no HMCC) para Covid-19. No HMCC estão internados quatro pacientes (um de Barão de Cocais e três de Santa Bárbara) na enfermaria (taxa de ocupação de 11,76%) e cinco (dois pacientes de São Gonçalo do Rio Abaixo, um de Santa Bárbara, um de Barão de Cocais e outro de Itabira) na UTI (ocupação 41,67% ).
Já no HNSD, de acordo com o boletim divulgado pela instituição, nos 17 leitos operacionais de enfermaria, o número de pacientes internados na ala para Covid-19 são sete: cinco de Itabira e dois da microrregião, resultando numa taxa de ocupação de 41,18%. Nos dois leitos de UTI não foram registrados pacientes até esta quarta-feira.
“A taxa de ocupação é calculada sobre os leitos disponíveis todos os dias. Entende-se disponibilidade pela existência dos leitos, dos equipamentos e da mão de obra contratada”, explicou a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares Assis Figueiredo.

Expansão e cuidados
De acordo com a secretária, Itabira aumentará, em breve, o número de leitos disponíveis exclusivos para pacientes com o novo coronavírus. Conforme Rosana, o planejamento é para entrega de 48 novas unidades, sendo 15 de UTI no HNSD e 33 de enfermaria no Carlos Chagas. A previsão é de que os leitos sejam liberados em agosto.
A secretária, ressalta, no entanto, que os leitos instalados em Itabira, tanto de enfermaria quanto de UTI, também devem receber pacientes dos municípios da microrregião de Saúde. Dessa forma, controlar o aumento de casos da doença na cidade pode não ser suficiente para manter ou reduzir a ocupação dos leitos.
“Por isso, a importância de toda a região continuar com o isolamento social e os hábitos de higiene. Não queremos, e principalmente não podemos correr o risco do aumento de casos de internação neste momento. Não é hora de relaxar a quarentena”, alertou.

Rede de atendimento
Segundo a Prefeitura, o total de leitos atual planejado pelo Plano de Contingência de Itabira, e encaminhado para o Plano Estadual de Contingência da Região Macro Centro, é de até 88 de enfermaria e 29 de UTI (117 leitos exclusivos para Covid-19), no pico da transmissão. Esse número atenderia à população de 13 municípios que fazem parte da microrregião de Saúde de Itabira.
Conforme Rosana Linhares, esta estimativa foi baseada nos dados e informações disponíveis sobre a Covid-19 até o momento, estudada pelo Coes Minas e é passível de alterações em virtude do transcorrer da pandemia em Minas Gerais. “Neste mesmo sentido, o Plano de Contingência do município não é estático, podendo ser adequado com mais ou menos leitos, conforme a estimativa vai se consolidando. Portanto, a gestão de leitos hospitalares é extremamente dinâmica. A implantação e disponibilização de novos leitos para Covid-19 no município, desde o início da pandemia, vem sendo tratado com muita responsabilidade, de acordo com que a necessidade surge, fase a fase, e claro, quando são colocados mais leitos num determinado momento a taxa de ocupação cai naquele momento, o que não significa que a pandemia já retraiu”.
A secretária ainda afirma que a disponibilidade de leitos para pacientes Covid-19 e não Covid é monitorada diariamente e, conforme necessidade, a grade de leitos em oferta pode ser alterada, garantindo a assistência, com o rigor e segurança necessários.




