TCU vai auditar gastos de Lula com o cartão corporativo

A aprovação do processo se deu na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara em maio e a pedido de Kim Kataguiri

TCU vai auditar gastos de Lula com o cartão corporativo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), protocolou e obteve apoio da Câmara dos Deputados em sua solicitação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para um auditoria nos gastos do cartão corporativo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos seus seis meses de governo.

O TCU informou ao Legislativo Federal que o processo foi aberto na Corte. A aprovação do processo se deu na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara em maio, mas a confirmação da auditoria se deu somente na última segunda-feira (19).

O processo está em andamento e depois de concluído será analisado pelo tribunal, constando já no sistema do TCU. O relator será o ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos, que assumiu recentemente a cadeira na Corte.

Em sua solicitação ao TCU, o deputado Kim Kataguiri afirmou ser necessário verificar se as despesas foram realizadas de maneira responsável, eficiente e em conformidade com as normas e regulamentos vigentes.

“A realização da referida auditoria pelo TCU possibilitará uma análise minuciosa dos gastos efetuados com o cartão corporativo, por meio da análise de dados e documentações pertinentes”.

À CNN, o deputado alegou que “os gastos exorbitantes de Lula em seu cartão corporativo chamam a atenção, especialmente no momento de crise em que vivemos. Notícias de compras sem licitação indicam violação aos princípios da moralidade, eficiência e legalidade. Com a aprovação do meu requerimento, vamos devassar os gastos para garantir que o dinheiro do pagador de impostos não continue indo para o ralo”.

Somente nos três primeiros meses de sua gestão, a Presidência da República gastou cerca de R$ 2,5 milhões em faturas do cartão, o que, nominalmente, foi pouco mais do que ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou nos três primeiros meses do seu então governo: R$ 2,4 milhões.