“Tem que melhorar”, diz superintendente da Transita sobre transporte público em Itabira
Declaração foi feita durante reunião de Conselho de Transportes e Trânsito do município

Na última reunião do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito de Itabira, realizada na quarta-feira (17), o superintendente da Transita, Flávio Raimon, comentou sobre uma velha queixa do itabirano: ausências e atrasos de ônibus na cidade. Ele admitiu que o serviço é falho e precisa melhorar. Hoje, a Cisne, responsável pelo transporte público em Itabira, conta com 68 carros, incluindo os reservas. Destes, 60 estão circulando normalmente.
Neste ano, as reclamações aumentaram. Itabiranos entendem que a rota atual de ônibus ainda não parece adaptada à retomada das atividades, principalmente o comércio. Segundo Flávio, a Transita tem atuado para suprir essa demanda.
“Muitas das solicitações que a gente recebe aqui hoje, é a população querendo que volte ao atendimento pré-pandemia. O comércio já está reabrindo, a gente quer que volte o atendimento da mesma forma que era 2019, quando a gente também trabalhava na Transita e tinha muitas reclamações. A partir do momento que a pessoa está no ponto de ônibus, o ônibus passou cheio e não atendeu ela, eu não sou louco de falar que o transporte tá atendendo. Fato é que precisa melhorar, e a gente tá trabalhando nesse sentido”, afirma.
“Toda semana o setor de transporte coletivo, junto com a empresa de transporte coletivo, se reúne. De forma que novos horários, novos atendimentos sejam feitos. Então isso tem sido feito. Por que? Porque precisa melhorar”, complementou.
Aumento da passagem
Outro tema abordado durante o encontro foi um possível aumento da tarifa da passagem em Itabira para R$8, informação que vinha ganhando força nas últimas semanas. O superintendente da Transita afirmou não ter recebido nenhuma solicitação para a mudança, e explicou que qualquer alteração a ser feita passa por um estudo prévio.
“Posso falar que pra gente, poder executivo, Transita, não chegou nenhuma solicitação formal de reajuste da planilha. Quando essa solicitação vem, ela vai para o executivo primeiro, juntamente com todo o estudo que é feito informando porque precisa desse aumento. Com base nesse estudo, a Transita faz uma análise, verifica para ver se o valor vai ser esse mesmo”, disse.
Ely Almeida, gerente-geral da Cisne, foi mais enfático e disse não haver a menor chance desse aumento ocorrer. Ele salientou que a mudança seria no valor de custo do serviço, não na tarifa, hoje avaliada em R$ 4,40 no dinheiro e R$ 4,30 no cartão.
“Houve uma confusão da questão do custo com o valor da tarifa. O que foi falado é que com tudo que aconteceu durante a pandemia – aumento de combustível, baixa na demanda, colaboradores a mais, já que não demitimos ninguém – pegando todos esses valores, somado com o custo do que é feito na planilha, o custo ultrapassa o valor de 8 reais. Nós não falamos em momento algum que a passagem chegaria a 8 reais. Pelo contrário. Falei que é um absurdo esse valor e que a gente não pode fazer o passageiro pagar por ele”, enfatizou.





