Tenente que havia retornado ao serviço após licença-maternidade está entre vítimas de queda de avião da PM em Ipatinga
A primeiro-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende havia voltado recentemente ao serviço após dar à luz o segundo filho
A primeiro-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), está entre as três vítimas da queda de uma aeronave da corporação ocorrida na tarde desta sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço.
A aeronave da PMMG caiu pouco depois de decolar do Aeroporto Regional do Vale do Aço. Os três ocupantes morreram na queda. As circunstâncias do acidente ainda são apuradas pelas autoridades. A ocorrência mobilizou equipes de emergência na região do aeroporto. A área foi isolada para os trabalhos de atendimento e investigação.
A morte da militar ocorreu um dia depois de ela receber uma homenagem do Comando de Aviação do Estado (Comave) da PMMG pelo retorno às atividades. Emília havia voltado recentemente ao serviço após dar à luz o segundo filho.
Em uma publicação feita pelo Comave nas redes sociais na quinta-feira (8), a tenente aparece emocionada durante um voo que marcou sua volta ao trabalho. Ao final da gravação, ela é recebida pelo marido e pelos dois filhos.
Emília entrou para a história da PMMG em fevereiro de 2023, quando se tornou a primeira mulher da corporação habilitada a pilotar uma aeronave de asa fixa. Ela integrava o Comando de Aviação do Estado (Comave) e atuava como piloto do esquadrão responsável por operações com aviões.
Segundo acidente aéreo em Minas no mesmo dia
O acidente em Santana do Paraíso ocorreu poucas horas depois de outra queda de aeronave em Minas Gerais. Pela manhã, um avião monomotor caiu no pátio de manutenção do Metrô de Belo Horizonte, atrás da Estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital. O único ocupante da aeronave morreu carbonizado.
O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha e, antes da queda, testemunhas relataram ter ouvido estouros e visto um rastro de fumaça. A aeronave atingiu uma estrutura do pátio e a fiação elétrica antes de cair sobre os trilhos. O acidente não atingiu nenhuma composição do metrô e não provocou alterações na operação do sistema.