Terceirização da coleta de lixo em Itabira não inclui dispensa de trabalhadores, diz Ronaldo

Governo municipal estuda terceirização da coleta de lixo em Itabira

Terceirização da coleta de lixo em Itabira não inclui dispensa de trabalhadores, diz Ronaldo
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A Câmara de Vereadores de Itabira deverá votar nesta terça-feira, em primeiro turno, o projeto de lei que autoriza o município a entrar no Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Médio Piracicaba (Consmepi). Trata-se de uma aliança que existe desde 2014 e que reúne várias prefeituras da região. A ideia de entrar no grupo é reduzir despesas, já que no consórcio municípios contratam juntos os serviços e dividem a conta. O projeto havia sido retirado para vista na semana passada por Reginaldo Santos (PTB).

Além dos ativos da iluminação pública – manutenção de lâmpadas, por exemplo -, e do Sistema de Inspeção Municipal – para regulamentar a comercialização de carnes, ovos e leite – outra proposta do consórcio é o tratamento de resíduos sólidos. Esse último traz à tona uma questão avaliada cuidadosamente pelo novo governo de Ronaldo Magalhães (PTB): a terceirização de serviços da Empresa de Desenvolvimento de Itabira, a Itaurb. 

Em entrevista a DeFato Online, Ronaldo Magalhães frisou que o tema é estudado com bastante cautela. Uma possibilidade, afirma o gestor, é de que ele decida por terceirizar tão somente a coleta de lixo, por ora, para frear os gastos da autarquia. O tema ainda é estudado e não há um veredito. 


Ronaldo Magalhães afirma que situação da Itaurb é preocupante                                                          Foto: Wesley Rodrigues/DeFato

O prefeito de Itabira cita que herdou a Itaurb com dívidas de R$ 17 milhões. Além do passivo, a empresa não tem patrimônio, haja vista que a infraestrutura usada é da Prefeitura. O custo para manter a autarquia funcionando, segundo Ronaldo, é altíssimo. “É uma empresa fadada à falência”, alerta.

A preocupação maior é com pessoal. “Precisamos olhar a questão social: a Itaurb tem mais de 900 funcionários. São pessoas que precisam do trabalho”. O petebista garante que, seja qual decisão for tomada, empregados não perderão o trabalho. Os trabalhadores podem ser realocados para novos setores. “Estamos tentando achar um caminho para a Itaurb. Não é fácil”, encerrou.