TJMG torna réu acusado de matar manicure a tiros e mantém prisão preventiva em Contagem
A decisão proferida pelo juiz Elexander Camargos Diniz, na última sexta-feira (4), manteve a prisão preventiva do acusado, que responderá pelos crimes de feminicídio
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu Alisson Miranda Pedrosa, acusado pelo homicídio da companheira, a manicure Silvani Paulino de Oliveira Miranda, de 36 anos.
A decisão proferida pelo juiz Elexander Camargos Diniz, na última sexta-feira (4), manteve a prisão preventiva do acusado, que responderá pelos crimes de feminicídio com qualificadoras, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual.
Ao analisar o pedido, o magistrado ressaltou que a confissão prestada pelo réu, somada às provas testemunhais e documentais colhidas ao longo do inquérito policial, apresentou a justa causa necessária para o recebimento da peça acusatória e o prosseguimento da ação penal.
Conforme o relatório do Ministério Público, o casal mantinha um relacionamento há 17 anos e tinha três filhos. No dia 17 de agosto, motivado por ciúmes, o acusado deslocou-se armado com uma pistola 9 mm e usando uma touca balaclava até o salão de beleza mantido na residência da família, no bairro Funcionários, em Contagem.
No imóvel, o homem desligou a iluminação do recinto e efetuou múltiplos disparos contra a vítima, que estava de costas no momento do ataque. O crime ocorreu na presença da filha do casal, de 17 anos, e de uma cliente.
Após o ataque, o acusado fugiu do local, sendo localizado e detido por forças policiais no dia subsequente, no município de Conselheiro Lafaiete, na Região Central do estado.