Trabalhadores dos Correios em Minas dizem que não voltam
Retorno. Funcionários terão que repor os dias parados nos fins de semanas, até maio de 2012
A greve dos funcionários dos Correios acabou, por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas em Minas Gerais a paralisação continua, e os trabalhadores não devem retomar as atividades hoje. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sintect-MG), Pedro Paulo Pinheiro, garantiu ontem à noite que a greve será mantida no Estado.
Segundo ele, 2.500 trabalhadores da capital e de outros 600 municípios mineiros, área de abrangência do sindicato, vão continuar parados. Hoje, às 14h, a categoria fará assembleia em frente à agência central dos Correios, na avenida Afonso Pena, centro de Belo Horizonte.
Pedro Paulo Pinheiro, que participou ontem da assembleia dos trabalhadores de São Paulo, disse que não está preocupado com a multa de R$ 50 mil por dia estipulada pelo TST para os sindicatos que descumprirem a determinação de retornar ao trabalho. "Se o TST quiser levar a sede do sindicato para ele, que faça bom proveito", afirmou.
O Sintect-MG quer que o piso salarial passe dos atuais R$ 807 para R$ 1.600. "A reivindicação da categoria é a reposição de perdas salariais de 74% de reajuste", informou.
Nacional. A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) informou ontem que os funcionários dos Correios vão cumprir a determinação do TST e retornarão ao trabalho a partir das primeiras horas de hoje, mas em algumas praças importantes – como Rio Grande do Sul e São José do Rio Preto (SP), além de Belo Horizonte -, os dirigentes estariam orientando a continuar em greve.
"Brasília e Rio de Janeiro já decidiram pelo retorno. Em Estados como Paraíba e Piauí, as assembleias só irão ocorrer amanhã (hoje) pela manhã. Mas a orientação é para que todos retornem". De acordo com o diretor, a maioria dos Estados já decidiu por encerrar a greve, iniciada em 14 de setembro. Só hoje, entretanto, a federação terá um balanço sobre o fim das paralisações. (Com agências)