Três são presos suspeitos de preparar emboscada contra torcida do Botafogo no Anel
Polícia encontrou pedras, bastões, roupas e celulares após jogo no Mineirão; Máfia Azul negou vínculo com os detidos e contestou associação ao caso

Três homens foram presos na noite deste domingo (26) suspeitos de preparar uma emboscada contra ônibus de torcedores do Botafogo no Anel Rodoviário, na altura do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. Pedras, bastões, celulares e materiais relacionados a torcidas organizadas foram apreendidos, enquanto a Máfia Azul negou qualquer vínculo com os detidos.
A mobilização policial começou após uma tentativa de ataque contra torcedores do clube carioca na avenida Antônio Carlos, próximo à avenida Antônio Abrahão Caram. O episódio ocorreu depois da partida entre Cruzeiro e Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, no Mineirão.
A Polícia Militar interveio e manteve a escolta do ônibus, mas ninguém foi preso naquele momento. Em seguida, o setor de inteligência recebeu informações sobre a preparação de uma nova emboscada, desta vez no Anel Rodoviário, e acionou equipes do 5º Batalhão.
Segundo a PM, vários homens estavam escondidos nas proximidades de um caminhão, observando o trânsito e segurando pedras. O grupo fugiu no sentido Nova Lima ao perceber a chegada da viatura.
Um dos suspeitos foi abordado depois de abandonar pedras durante a fuga. Conforme o registro policial, ele afirmou que havia saído do Mineirão e dado carona a outros torcedores em um Chevrolet Agile. No veículo, foram encontradas camisas, bonés, uma bandeira, um galão e peças relacionadas à torcida Independente, do São Paulo.
Perto do automóvel, os militares localizaram um Fiat Linea com mais camisas e dois bastões, um de madeira e outro de metal. Outros dois homens foram encontrados saindo de uma área de mata e também foram detidos. O proprietário do Fiat admitiu que o grupo pretendia atacar torcedores do Botafogo com pedras. Ele teria relatado a presença de outras sete pessoas, mas disse não saber identificá-las. A participação dos demais envolvidos ainda será investigada.
Os celulares dos suspeitos foram apreendidos diante da suspeita de que os aparelhos tenham sido usados para organizar o ataque. Os três homens foram conduzidos à delegacia, e o caso foi registrado com base na Lei Geral do Esporte, que prevê punições para atos de violência e promoção de tumultos relacionados a eventos esportivos.
Em nota, a Máfia Azul afirmou que não possui qualquer vínculo com os presos. A torcida também disse que uma das bandeiras exibidas entre os materiais apreendidos pertence ao movimento Cuidado na Pista, apontado como um grupo independente.
A organizada argumentou ainda que camisas, bonés e outros produtos com sua identificação são vendidos livremente e podem ser adquiridos por pessoas que não fazem parte da torcida. Para a Máfia Azul, o uso dessas peças não é suficiente para comprovar participação institucional no episódio.