TSE decide que contas desaprovadas impedem candidatura
Damon e Prandini: pevistas terão casos analisados separadamente
O médico Damon Lázaro de Sena (PV), principal nome da oposição itabirana, tem as contas da campanha de 2008 reprovadas em primeira e segunda instância. O recurso está agora no TSE. Apesar da decisão dessa quinta-feira não atingir o pevista diretamente, ainda assim pode representar um fato complicador. É que uma decisão monocrática na terceira instância, tomada pelo ministro Marcelo Ribeiro, já negou o recurso apresentado pela defesa de Damon. Os advogados, então, impetraram um agravo regimental e depois um embargo de declaração, tudo na tentativa de reverter a decisão.
A mesma situação de Damon é vivida pelo atual prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini (PV), que já manifestou seu desejo de tentar a reeleição. Assim como o médico itabirano, o chefe do Executivo monlevadense também já teve as contar reprovadas em primeira, segunda e terceira instância.
Prestação de contas
Ao final de cada eleição, os políticos que participaram da disputa são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral um relatório do que foi gasto e arrecadado pelo candidato, pelo partido e pelo comitê financeiro. A reprovação acontece quando são identificadas irregularidades nessa prestação de contas.
Com a decisão dessa quinta, o TSE mudou a interpretação da lei eleitoral feita para as eleições de 2010, quando era exigido apenas que o político apresentasse as contas para ter liberado o registro de candidato.
Os ministros não definiram, no entanto, o prazo para que a desaprovação de contas interfira no registro. Atualmente, a Corregedoria do TSE tem o registro de 21 mil políticos que tiveram as contas desaprovadas em eleições anteriores.