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TSE julga recursos que podem cassar o governador do Rio

TSE começa a julgar governador do Rio de Janeiro por denúncias das eleições de 2022- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar, nesta terça-feira (4), recursos que pedem a cassação de Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro.

Os processos são referentes às eleições de 2022, quando o atual governador foi reeleito ao governo na disputa com Marcelo Freixo.

Freixo e o Ministério Público Eleitoral acionaram a Justiça Eleitoral em setembro de 2022 com ações de investigação eleitoral por abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos em período eleitoral.

O MP e Marcelo Freixo também acusaram o governador e seu vice, à época, Thiago Pampolha, de irregularidades na Ceperj, fundação estadual que atua em estratégias de política pública, e na Uerj, universidade estadual.

São estas as acusações:
* o desvirtuamento da atuação da Ceperj com finalidade eleitoreira;
* aumento exponencial do orçamento e valores empenhados pela Ceperj para execução de projetos não previstos na lei;
* criação de programas sociais não previstos no orçamento;
* manutenção de uma folha de pagamento secreta de 18 mil pessoas contratadas sem concurso público.

No julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, em maio de 2024, Castro e seu vice foram absolvidos e mantidos no cargo.

O MP Eleitoral e a coligação de Freixo recorreram da decisão ao TSE, instância máxima, reiterando as acusações e voltaram a pedir a condenação de Castro e seu vice, desta feita com a aplicação de inelegibilidade.

Em sua defesa, Castro afirmou que fatos administrativos alheios ao cenário eleitoral não têm o poder de interferir na eleição e negou o abuso de poder e uso eleitoreiro da Ceperj e Uerj.

Advogados de Pampolha defenderam a rejeição dos recursos, sustentando que as provas são frágeis e que a decisão do TRE-RJ ocorreu de forma fundamentada.

O julgamento será nesta terça-feira com o relatório e o voto da ministra Isabel Gallotti, relatora do processo. Também votam outros seis ministros da Corte Eleitoral, que vão decidir sobre a cassação ou não dos envolvidos no processo.

No primeiro caso, o processo é arquivado; no segundo, é determinada a cassação de mandatos e a aplicação da inelegibilidade.

*Fonte: G1

 

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