A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) terá três novos cursos de graduação: Arqueologia, vinculado à Fafich, Engenharia de Materiais, da Escola de Engenharia, e Ciência de Dados, do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). A criação das novas formações foi aprovada pelo Conselho Universitário em 5 de outubro, e oficializada por meio de Resoluções publicadas no Boletim UFMG. Agora, a Universidade passa a oferecer 94 cursos de graduação.
A Universidade comunicou que dois dos novos cursos, Arqueologia e Engenharia de Materiais, inauguram na UFMG o mecanismo das estruturas formativas de tronco comum, organizadas por meio da gestão compartilhada de um conjunto de atividades acadêmicas curriculares que se articulam em eixos temáticos comuns a dois ou mais cursos de graduação. Arqueologia terá tronco comum com Antropologia, e Engenharia de Materiais, com Engenharia Metalúrgica. Os cursos já existentes, que abrigavam as novas áreas de graduação como percursos específicos, tiveram suas grades reformuladas.
A reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, observa que, na iminência de conclusão de mais um ciclo do Plano Nacional de Educação (PNE), ainda não foram atingidos os indicadores estabelecidos de egressos do ensino superior. “Há uma demanda a ser suprida com novos cursos e estruturas inovadoras. A produção do conhecimento é dinâmica e sempre aberta ao novo, e a UFMG, como é de sua tradição, sempre esteve pronta para contribuir para a resposta a esse tipo de demanda, na forma de inovação, expansão e reestruturação dos cursos de graduação”, diz a reitora.
O curso de Arqueologia será ofertado já em 2024, e a Universidade está cuidando dos trâmites para abertura de vagas para Engenharia de Materiais e Ciência de Dados.
Demanda do mercado
O curso de graduação em Ciência de Dados, que vai oferecer 40 vagas por ano, deverá atender a uma demanda de mercado que hoje é suprida, sobretudo, por profissionais formados em Ciência da Computação, Estatística e cursos de Engenharia. A criação do curso tem sido recomendada pela Sociedade Brasileira de Computação.
Segundo o vice-diretor do ICEx, Renato Celso Ferreira, a relação da unidade com seus egressos traz informações sobre o posicionamento deles no mercado, e esses profissionais têm enfatizado a demanda recente. “Vamos passar a formar profissionais ainda mais preparados, com forte capacitação para as demandas, munidos de conhecimentos nas duas áreas. Muitos professores dos dois departamentos [Estatística e Ciência da Computação] já atuam em pesquisas e consultorias no campo da ciência de dados”, diz o professor.

