Um ano após assassinato de gari em Belo Horizonte, julgamento de empresário segue sem data definida

Recentemente, o acusado anunciou sua quarta troca de equipe de defesa jurídica, assumida pelo advogado Bruno Correa

Um ano após assassinato de gari em Belo Horizonte, julgamento de empresário segue sem data definida
Foto: Reprodução | TV Record

Um ano após o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 36 anos, a família da vítima ainda aguarda a definição da data de julgamento do réu, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior. O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte, após uma discussão motivada pela retenção momentânea do trânsito provocada pelo caminhão de coleta de lixo.

O administrador foi denunciado por homicídio qualificado, ameaça, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual, e permanece preso preventivamente no Presídio de Caeté.

A arma utilizada no crime pertencia à esposa do empresário, a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Ana Paula Lamego Balbino. A servidora foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo ao ceder o armamento institucional ao companheiro, além de responder a um processo administrativo disciplinar na Corregedoria-Geral. A delegada segue afastada das funções corporativas por meio de licenças médicas sucessivas.

Recentemente, o acusado anunciou sua quarta troca de equipe de defesa jurídica, assumida pelo advogado Bruno Correa. Simultaneamente, a banca anterior de advogados ingressou com uma ação de cobrança judicial no valor de R$ 240 mil contra o empresário por descumprimento dos honorários contratados.

Enquanto o processo aguarda designação de data perante o 1º Tribunal do Júri da capital, a viúva de Laudemir, Liliane França da Silva, idealizou o projeto “Casa do Gari – Alegria de Viver” para prestar assistência voluntária a trabalhadores da limpeza urbana e lançou pré-candidatura a deputada federal para defender as pautas da categoria.